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Jigoro Kano e o Judo

abr 3, 2012   //   by Marcus   //   Jigoro Kano e o Judo  //  No Comments

Jigoro Kano, um jovem de físico franzino, graduado em filosofia pela Universidade Imperial de Tóquio, tendo conhecimento do Jujitsu, observou que suas técnicas poderiam ter valor educativo na preparação dos jovens, no sentido de oferecer ao indivíduo oportunidade de aprimoramento do seu autodomínio para superar a própria limitação. Assim, passou a ter como meta transformar, aquela tradicional arte marcial num esporte que pudesse trazer benefícios para o homem, ao invés de utilizá-la como arma de defesa pessoal simplesmente.

Aprofundou seus estudos, pesquisando e analisando as técnicas conhecidas; o Professor Kano organizou-as de forma a constituir um sistema adequado aos métodos educacionais, como uma disciplina de educação Física, evitando as ações que pudessem ser lesivas ou prejudiciais à sua prática por qualquer leigo. Com esse intuito, em 1882 fundou sua própria escola e, para distinguir, de maneira evidente, das formas que identificavam o antigo Jujitsu, denominou de JUDÔ KODOKAN, destinada à formação e preparação integral do homem através das atividades físicas de luta corporal e do aperfeiçoamento moral, sustentada pelos princípios filosóficos e exaltação do caráter, que era a essência do espírito marcial dos samurais, o “Budo”.

Jigoro kano transformou a arte marcial do antigo Jujitsu no “caminho da suavidade” em que através do treinamento dos métodos de ataque e defesa pode-se adquirir qualidades mais favoráveis à vida do homem, sob três aspectos: condicionamento físico, espírito de luta e atitude moral autêntica.

A primeira qualidade, condições física, é obtida pela prática do esporte que exige esforço físico extenuante, de forma ordenada e metódica para proporcionar um corpo forte e saudável. Pois todas as funções corporais tornam-se melhor adaptada pela atividade que promove aumento de força muscular geral, da resistência, da coordenação, da agilidade e do equilíbrio. Devido ao treinamento rigoroso, também, o indivíduo tende a tomar mais cuidado com a sua saúde, prevenindo doenças e condicionando a reagir reflexivamente para evitar acidentes.

A segunda qualidade, espírito de luta, significa que pela prática das técnicas do Judô e pela incorporação dos princípios filosóficos durante os treinamentos, o indivíduo se torna mentalmente, condicionado a proteger seu próprio corpo em circunstâncias difíceis, defendendo-se quando ameaçado perigosamente. Com o treinamento, adquire autoconfiança e autocontrole, não para fugir do perigo, mas para adotar medidas e iniciativas em qualquer situação. Em outras palavras, o Judô é uma arte para a autoproteção total.

Por último, a atitude moral autêntica é concebida através do rigor do treinamento, que induz a humildade social, a perseverança, a tolerância, a cooperação, a generosidade, o respeito, a coragem, a compostura e a cortesia. As experiências obtidas durante o treinamento, por tentativa e erro e pela aplicação das regras de luta, impõem mudanças de atitudes, elevando o poder mental da imaginação, redobrando a atenção e a observação e firmando a determinação. Quanto falhas do conhecimento social e de moralidade constituem-se em problemas, um método de ensinar a cortesia entre as pessoas e melhorar a atitude social torna-se importante e, por isso, o Judô, desempenha papel relevante nesse contexto, como instrumento de formar e lapidar os verdadeiros caracteres morais do ser humano.

Fonte: Projeto Budô

Principios Filosoficos

abr 3, 2012   //   by Marcus   //   Jigoro Kano e o Judo  //  No Comments

A aquisição daquelas qualidades citadas anteriormente, tem como alicerce os três princípios filosóficos definidos por Jigoro kano que, como ditado por ele mesmo evidenciam a principal diferença entre o JUDÔ KODOKAN e o antigo Jujitsu : ” o Judô pode ser resumido como a elevação de urna simples técnica a um principio de viver” (Jitsu = técnica; Do = princípio). Esses princípios, mesmo não sendo conscientemente esclarecidos e compreendidos, estão presentes em todos os atos e atividades do praticante de judô. Por outro lado, quando o praticante tiver fixado e tomar consciência dos princípios que norteiam o judô, pode-se verificar que não são restritos ao Dojô, mas são igualmente válidos em qualquer atividade da vida diária, quando se pretende atingir um determinado objetivo.

Os três princípios do judô são:
JU = suavidade
SEIRYOKU-ZEN-YO = máxima eficiência com mínimo esforço
JITA-KYOEI = bem estar e benefícios mútuos

O princípio da máxima eficiência é aplicado à elevação ou à perfeição do espírito e do corpo na ciência do ataque e da defesa, exige primeiramente ordem e harmonia de todos os membros de uma coletividade e isto pode ser atingido com o auxílio e as concessões entre si para atingir a prosperidade e os benefícios mútuos.

O espírito final do judô, por conseguinte, é de incutir no íntimo do homem o respeito pelos princípios da máxima eficiência, da prosperidade e benefícios mútuos e da suavidade, para poder atingir, individualmente e coletivamente seus estados mais elevados e ao mesmo tempo mais desenvolvidos na arte de ataque e defesa.

O professor Kano afirma o seguinte: “Ainda que eu considere o Judô dualisticamente, a prosperidade e benefícios mútuos pode ser vista como sua finalidade última e a máxima eficiência como meio para atingir esse fim. Essas doutrinas são aplicáveis a todas as condutas do ser humano”.

Fonte: Projeto Budô

Dados biograficos do Prof. Jigoro Kano

abr 3, 2012   //   by Marcus   //   Jigoro Kano e o Judo  //  No Comments

18/10/1860 – Data de nascimento
1877 – Ingressa na Universidade Imperial de Tóquio Torna-se aluno do Mestre Fukuda (Jujitsu)
1878 – Funda o primeiro clube de basebol do Japão
1881 – Licenciado em letras Torna-se aluno da escola de Kito (Jujitsu),
1882 – Forma-se em Ciências Estéticas e Morais Em fevereiro, funda a sua Escola da qual deu o nome Judô Kodokan
- Em agosto é nomeado professor no Colégio dos Nobres
1884 – Nomeado adido do Palácio Imperial
1886 – Nomeado vice-presidente do Colégio dos Nobres
1889 – Viaja à Europa como Adido da Casa Imperial
1899 – Torna-se Presidente do Butokukai (Centro de estudo de artes militares)
1907 – Elabora os três primeiros Katas de Judô
1909 – Torna-se membro do Comitê Olímpico Internacional, como primeiro representante do Japão
1911 – Eleito presidente da Federação Desportiva do Japão
1922 – Passa a Ter assento na Câmara Alta do Parlamento Japonês
1924 – Nomeado Professor Honorário da Escola Normal Superior de Tóquio
1928 – Participa da Assembléia Geral dos Jogos Olímpicos de Amsterdã
04/05/1938 – Morre a bordo do navio que transportava ao Cairo onde se realizava a Assembléia geral do Comitê Internacional dos Jogos Olímpicos.

Evolução Cronológica do Judô:

1882 – Fundação do Judô Kodokan
1886 – Histórica competição entre artes marciais, inclusive o Judô da qual vence o Judô Kodokan, passando assim, a ser praticado pela polícia Japonesa.
1902 – O Judô chega aos Estados Unidos
1905 – O Judô chega à França.
1909 – Jigoro Kano torna-se colaborador do Barão Pierre de Coubertin no movimento Olímpico, permanecendo até a sua morte.
1947 – Primeira competição entre França e Inglaterra.
1948 – Fundação da União Européia de Judô.
1949 – Fundação da União Asiática de Judô.
1951 – Primeira Competição na Inglaterra com a participação da Argentina.
1952 – Fundação da União Panamericana de Judô
1954 – Primeiro Campeonato Brasileiro de Judô.
1956 – Primeiro Campeonato Mundial de Judô em Tóquio. Primeira participação do Brasil em um campeonato Internacional; o segundo Campeonato Panamericano.
1957 – Fundação da União Oceânica de Judô.
1958 – Fundação da Federação Paulista de Judô.
1963 – Fundação da União Africana de Judô.
1964 – O judô é aceito nos jogos Olímpicos de Tóquio, com apenas três categorias.
1969 – Fundação de Confederação Brasileira de Judô. Até então, o judô era regido pela Confederação Brasileira Pugilismo.
1972 – O judô passa a ser definitivamente esporte olímpico.

Fonte: Projeto Budô

O Apagar das Luzes

abr 3, 2012   //   by Marcus   //   História do Judô  //  No Comments

Corria o final do século XIX no Japão. Em 1868 houve a Restauração Meiji, com o retorno do poder ao imperador. Com o fim da classe feudal dos senhores da guerra, a utilização de guerreiros particulares caiu em declínio em prol de um exército unificado, com influência militar do Ocidente. Em 1871 um decreto imperial abolia o uso das duas espadas, símbolo máximo dos Samurais. Isso causou uma comoção nacional. Muitos Samurais praticaram o seppuku, a morte ritual (incorretamente chamada de hara-kiri no Ocidente), enquanto outros se tornaram artesãos, pescadores ou comerciantes. Mas uns poucos não conseguiram abandonar as artes marciais.

Na época do decreto que aboliu as espadas, muitas escolas de artes marciais não agüentaram a falta de alunos e fecharam. Incontáveis estilos que existiam naquela época (alguns autores mencionam cerca de 400 estilos, embora vários sejam similares, mudando apenas o nome) desapareceram, levando consigo preciosos segredos das artes marciais. Mas o antigo estava definitivamente fora de moda, pois a população buscava freneticamente os costumes e tecnologias do Ocidente, particularmente a Europa.

Em meio à essa onda avassaladora, sem trabalho e com sua arte desacreditada, muitos experts em Jujutsu se meteram em brigas de rua e arruaças, denegrindo o bom nome da arte. Logo o têrmo “jujutsu” era sinônimo de baderneiro e encrenqueiro. Muitos mestres juntavam seus adeptos em turmas e lançavam desafios abertos, organizando lutas remuneradas, que geravam combates encarniçados pela “supremacia” técnica. Nesse quadro caótico, onde as raízes estruturais das artes marciais japonesas estavam abaladas e ameaçavam ruir, surge um homem com uma visão diferente, moderna, embora dotado do saber ancestral: Jigoro Kano.

Fonte: Projeto Budô

Comeca o Judo

abr 3, 2012   //   by Marcus   //   História do Judô  //  No Comments

Jigoro Kano nasceu em Kikage, próximo de Kobe, em 28 de outubro de 1860, de família abastada. Em 1871, ano da proibição das armas, Kano e sua família se mudaram para Tóquio. Aos 18 anos, aluno da Universidade Imperial de Tóquio, Jigoro Kano começou a treinar o Jujutsu, atraído pela perspectiva de que um homem frágil pudesse derrubar um gigante (ele media 1,54m).

Pelo declínio da arte, foi muito difícil encontrar um Mestre de Jujutsu com conhecimentos que satisfizessem o inteligente jovem. Começou a treinar com Teinosuke Yagi, cujo estilo nos é desconhecido. Depois estudou com Hachinosuke Fukuda e Masatomo Iso, da escola Tenshin Shinyo Ryu. Aprendeu também o Kito Ryu com o Mestre Tsunetoshi Iikubo, tendo atingido os maiores segredos desses dois estilos.

Em 1882 Kano abriu seu próprio Dojô, chamado Kodokan, onde ensinava uma variação moderna do Jujutsu que ele chamava Judô. A mudança do nome se devia ao fato de que Mestre Kano não queria que sua arte tivesse a conotação negativa conferida aos praticantes de Jujutsu, pois considerava repugnante a prostituição das artes marciais através de combates remunerados e desafios. Além disso a palavra “Do”, caminho, era mais adequada aos seus objetivos: fazer do Judô um caminho, uma prática saudável para o corpo e para a mente e possível de ser praticado por homens e mulheres de qualquer idade. Em sua época era freqüente o número de acidentes sérios durante os treinos de Jujutsu. Jigoro Kano afirmou ainda que o termo escolhido, “judô”, não havia sido criado por ele, mas era muito antigo, sendo utilizado pela escola Jikishin Ryu. Para diferenciar a sua arte ele a denominava “Kodokan Judô”, nome pela qual ainda é conhecida.

Mestre Kano era um gênio das artes marciais. Seu desempenho foi tão extraordinário que Mestre Iikubo deu-lhe todos os livros e manuscritos ancestrais contendo os segredos do Kito Ryu. Embora dominasse pelo menos dois estilos, Mestre Kano nunca parou de aprender. Mantinha no conselho do Kodokan alguns dos melhores Mestres de Jujutsu de seu tempo, os quais forneciam a ele manuscritos e pergaminhos sobre suas técnicas mais ocultas. Como um inovador, Mestre Kano estava sempre procurando conhecimentos novos. Ao assistir uma demonstração de Karatê de Mestre Funakoshi, convidou-o a dar algumas aulas no Kodokan. Acabaram por se tornar grandes amigos e Kano convenceu Funakoshi a permanecer ensinando no Japão. Por causa disso o Karatê se difundiu e cresceu muito nesse país, passando daí para o resto do mundo. Ao saber da existência do Aikidô, assistiu uma aula do Mestre Ueshiba e ficou fascinado. “Esse é o Budô que eu gostaria que o Judô se tornasse”, mencionou mais tarde a um aluno. Pouco tempo depois enviou alguns de seus alunos, entre eles Kenji Tomiki, para aprender Aikidô. Este acabou por criar uma variante, chamada “Tomiki Aikidô”, que possui competições a exemplo do Judô.

As técnicas mortais do Jujutsu foram transformadas em técnicas mais leves, suaves e divertidas de aprender. A obtenção de uma boa forma física foi enfatizada e a parte esportiva foi criada. Mestre Kano também desenvolveu o primeiro sistema de faixas de graduação, chamando de Kyu aos graus dos aprendizes e de Dan aos graduados. Esse sistema não existia no Japão anteriormente ao Judô. Baseado nas roupas marciais tradicionais ele desenhou um blusão forte e resistente e calças largas, para facilitar a “pegada” e os movimentos corporais. Nascia o que hoje se conhece popularmente como “kimono”.

Fonte: Projeto Budô

Por que Judo?

abr 3, 2012   //   by Marcus   //   História do Judô  //  No Comments

Segundo o próprio Mestre Kano, enquanto ele estudava Jujutsu percebeu que essa arte seria um treinamento excepcional para a mente e para o corpo, devendo ser disseminada por todo o mundo. Mas o antigo Jujutsu não havia sido desenvolvido para a educação física e mental, para o desenvolvimento intelectual e moral, muito menos ao nível pretendido por Mestre Kano. Para essa missão era necessária uma arte mais refinada, com conceitos mais modernos. Ao mesmo tempo ele não queria inventar um nome totalmente novo, pois a sua arte era baseada em conhecimentos ancestrais, os quais ele procurava conservar da deterioração geral. Além de ser formado por técnicas de Jujutsu especialmente selecionadas, o Judô incluía técnicas de luta Greco-Romana ocidental e metodologias de treinamento científicas, baseadas numa nova disciplina que crescia muito na Europa naquela época: a Educação Física.

Quando o Kodokan foi aberto, possuía nove alunos e sua área media 12 tatames, medida japonesa que usa o tamanho dos tatamis. Cada tatami media aproximadamente 1,98 m2. No 70º aniversário do Kodokan, este possuía 500 tatamis e seus adeptos somavam milhões por todo o mundo. Mas nem tudo foram flores no caminho ascendente do Judô.

Fonte: Projeto Budô

1886, a Prova Final

abr 3, 2012   //   by Marcus   //   História do Judô  //  No Comments

A subida vertiginosa do Judô na preferência da população criou muitas rivalidades. Mestres de Jujutsu desafiavam o Kodokan quase diariamente, alegando que Kano havia deturpado a sua arte e acrescentado elementos estrangeiros. Para fazer frente a essas ameaças, o jovem Kodokan possuía um time de primeira, composto por antigos Mestres de Jujutsu que haviam se juntado ao Mestre Kano. Entre esses, quatro se destacavam: Tsunejiro Tomita, Sakujiro Yokoyama, Yoshikazu Yamashita e Shiro Saigo, chamados de Shitenno, “Os Quatro Senhores Celestiais”, verdadeiros guerreiros que carregavam o nome do Kodokan em combates ferozes. Destes, o mais célebre era sem dúvida Shiro Saigo. Filho adotivo do Grande Mestre Tanomo Saigo, líder do Daito-Ryu Aikijujutsu, ele acabou rompendo com o Aikijujutsu para se juntar a Kano, revelando-se um dos melhores lutadores que o Japão já viu.

Em 1886 a Polícia Metropolitana de Tóquio realizou uma competição para escolher o sistema marcial que seria utilizado pela polícia. Representantes de Jujutsu, Kenjutsu e de diversos outros estilos de artes marciais se apresentaram para os combates. Entre eles estava o grupo do Mestre Hikosuke Totsuka, do Totsuka-Ha Yoshin Ryu, feroz adversário do Kodokan. Mestre Totsuka era considerado o maior Mestre de Jujutsu do último shogunato, anterior à Restauração Meiji. Mas todas as atenções se concentravam nos representantes do pequeno Dojô inaugurado a apenas quatro anos.

Em 1886 a Polícia Metropolitana de Tóquio realizou uma competição para escolher o sistema marcial que seria utilizado pela polícia. Representantes de Jujutsu, Kenjutsu e de diversos outros estilos de artes marciais se apresentaram para os combates. Entre eles estava o grupo do Mestre Hikosuke Totsuka, do Totsuka-Ha Yoshin Ryu, feroz adversário do Kodokan. Mestre Totsuka era considerado o maior Mestre de Jujutsu do último shogunato, anterior à Restauração Meiji. Mas todas as atenções se concentravam nos representantes do pequeno Dojô inaugurado a apenas quatro anos.

No dia 11 de junho de 1886, no santuário Yayoi, os combates finalmente se desenrolaram. Lembramos que nessa época não havia ainda as regras competitivas, sendo cada combate uma luta total até que um deles não pudesse continuar. Tomita e Yamashita venceram suas lutas, enquanto Yokoyama empatava numa luta histórica que levou 55 minutos, sem pausa. Dos “Quatro Senhores Celestiais”, faltava ainda Shiro Saigo. Ele enfrentou Entaro Ukiji, do Totsuka-Ha Shinto Ryu, um verdadeiro gigante frente ao diminuto Saigo. Quando a luta se iniciou, Saigo foi agarrado pelo kimono e lançado no ar. Para espanto da multidão, deu um giro completo e caiu em pé. Ele então agarrou Ukiji e o desequilibrou, girando-o num pequeno círculo. Era o lendário Yama Arashi (“Tempestade na Montanha”). Este era um golpe que somente Shiro Saigo conseguiu realizar perfeitamente e que segundo alguns autores era derivado do Aikijujutsu, sendo sua marca registrada. Seu oponente aterrissou com um estalo nas costas. Não satisfeito, levantou-se tonto e tentou atacar novamente Saigo, que terminou o serviço.

Dos 15 combates disputados, o Kodokan venceu 12 lutas, empatou uma e perdeu 2. Essa aprovação pública foi o impulso que o Judô necessitava para galgar os altos degraus que a ele estavam destinados.

Fonte: Projeto Budô

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