Arbitragem
Diretor de Arbitragem da FIJ dá palestra para cerca de 300 árbitros em SP
mar 8th
O Diretor Geral de Arbitragem da FIJ, Juan Carlos Barcos, ministrou neste sábado (6) palestra sobre as novas regras do judô para cerca de 300 árbitros de diversos estados brasileiros no auditório do Corinthians, em São Paulo. Entre os presentes de lugares como SP, RJ, DF, MS, RN, PI, MA, AP, destaque para dois árbitros FIJ A, membros da recém-criada Comissão Nacional de Arbitragem, Edson Minakawa e Marilaine Ferranti. O presidente da CNA, Prof. José Pereira, e os técnicos das seleções brasileiras sênior e júnior, Luiz Shinohara e Henrique Guimarães, também prestigiaram o evento, ao lado do presidente da Confederação Brasileira de Judô, Paulo Wanderley Teixeira e do presidente da Federação Paulista, Francisco de Carvalho, entre outras autoridades.
“Gostaria de agradecer à Federação Paulista pela parceria em organizar esse seminário que, sem dúvida, dará um novo rumo à arbitragem no Brasil”, disse o presidente da CBJ. “Acabamos de instituir a Comissão Nacional de Arbitragem, da qual fazem parte oito árbitros FIJ A e oito FIJ B. Com isso pretendemos organizar e padronizar nossa arbitragem. Estamos felizes por poder oferecer, pela primeira vez, um seminário como esse no Brasil”, acrescentou Paulo Wanderley Teixeira.
Para o presidente da Federação Paulista, Francisco de Carvalho, a evolução da arbitragem vai de encontro à chegada de eventos internacionais ao país.
“Nossa arbitragem deve estar em um nível alto para acompanhar esse processo. Agradeço ao presidente da CBJ pela oportunidade de termos no Brasil competições como Mundial, Grand Slam e Copa do Mundo”, afirmou Carvalho.
O árbitro paulista Edson Minakawa, líder do ranking da FIJ e, por isso, considerado o melhor da atualidade, também valorizou o encontro deste sábado.
“É importante ter o Barcos aqui passando as informações de forma precisa. O judô só tem a crescer”, falou Minakawa.
Já o técnico da seleção brasileira sênior, Luiz Shinohara, fez questão de participar do encontro para esclarecer todas as dúvidas sobre as novas regras, de modo a passar as melhores instruções para seus comandados.
“Essa iniciativa é importante para o judô e é bom ver como a adesão por parte dos árbitros foi grande”, comentou Shinohara.
Juan Carlos Barcos começou sua palestra explicando os motivos que levaram a FIJ a alterar as regras, proibindo principalmente golpes diretos sob a linha da faixa.
“Mudamos a regra porque nosso esporte estava perdendo seus princípios básicos. O que queremos é um judô limpo”, afirmou o espanhol, elogiando também o judô do Brasil. “Em todo o mundo, quando dou minhas palestras, cito dois exemplos de países que traduzem perfeitamente o espírito do judô: Japão e Brasil. Eles são exemplos a seguir. Um bom judô não é apenas a técnica, mas todos os aspectos do esporte como a entrada no tatame, a saudação, o respeito às regras e aos árbitros, o saber perder e ganhar”, acrescentou Barcos.
Para o dirigente máximo da arbitragem mundial, os árbitros devem procurar estar sempre perto dos tatames, seja vestindo o quimono eventualmente para experimentar técnicas novas, seja conversando com técnicos e atletas em atividade. E fez questão de frisar:
“As regras têm que ser simples e claras”, sentenciou. “Usamos a regra para favorecer o judô, esse é o princípio”, concluiu, enfatizando que qualquer decisão de punição com hansokumake, por exemplo, deve ser tomada a partir do bom senso e tendo unanimidade de decisão entre os três juízes.
Seminário Internacional será no SCCP
mar 1st
Conforme confirmado e anunciado pelo presidente da Federação Paulista de Judô, Francisco de Carvalho Filho no Credenciamento Técnico realizado no dia 28 de fevereiro, o Seminário Internacional de Arbitragem será realizado nas dependências do Sport Club Corinthians Paulista.
O Seminário que contará com a participação do diretor de arbitragem da FIJ, Juan Calos Barcos, será realizado dia 06 de março próximo.
Nota: Em São Paulo, os árbitros que participarem do seminário internacional, estarão dispensados do valor da taxa do curso de árbitros novos e regionais a ser realizado dias 20 e 21 de março na Arena Olímpica do Judô.
Seminário Internacional de Arbitragem
fev 25th
A Confederação Brasileira de Judô realizará no dia 6 de março, em São Paulo, a maior clínica exclusiva de arbitragem no país. O principal palestrante será o diretor de arbitragem da Federação Internacional de Judô, Juan Carlos Barcos. Nesta temporada, a FIJ iniciou a aplicação de novas regras à modalidade e todos os países foram informados das mudanças. O objetivo é resgatar a essência do judô.
Para participar é preciso se inscrever pelo e-mail eventos@cbj.com.br e pagar taxa de inscrição de R$ 120. Podem se inscrever árbitros regularizados em suas federações estaduais.
“Desde o seminário geral de FIJ, que ocorreu no Rio de Janeiro em 2005, que não tínhamos algo de tanto peso para a arbitragem. Um diretor de uma entidade internacional falando diretamente para tantos árbitros será algo inédito. Queremos com isso manter a excelência da arbitragem brasileira, considerada uma das melhores do mundo”, diz o presidente da Confederação Brasileira de Judô, Paulo Wanderley.
O diretor de arbitragem da CBJ, José Pereira Silva, acredita que a vinda de Juan Carlos Barcos fará com que a informação chegue diretamente ao público-alvo, que são os árbitros que atuam nas principais competições no Brasil.
“Agora nos teremos uma definição de como será realmente o comportamento dos árbitros às novas regras. Ele vai trazer tudo como deve ser, de forma clara e direta. Em uma reunião onde todos os árbitros do país vão receber estas informações de forma mais completa possível, acabaremos com todas as dúvidas”, afirma.
Nova Regra: Técnica permitida
fev 15th
Prezados, boa tarde.
Recentemente publicamos o post Nova Regra do Judô em Português onde com a colaboração do judoca e jornalista George Erwin, após traduzir o texto original retirado do site da FIJ (Federação Internacional de Judô), podemos visualizar a aplicabilidade da nova regra do Judô válida de 01/01/2010 a 31/12/2012.
Este texto veio nos mostrar uma alteração quanto aos vídeos disponibilizados pela FIJ, uma vez que os vídeos foram disponibilizados anteriormente a este texto. Podemos observar em alguns vídeos que “catadas” de perna utilizadas contra pegada cruzada, (foto abaixo) estavam sendo consideradas Hansoku-Make.
De acordo com a FIJ, quando o judoca se encontra nesta situação, ele pode aplicar golpes com as mãos diretamente nas pernas do adversário. Entretanto, será punido com Hansoku-Make, caso deliberadamente se ponha nesta posição.
CBJ cria norma para convocação de árbitros
fev 10th
Com o objetivo de padronizar e organizar ainda mais o departamento de arbitragem, a Confederação Brasileira de Judô criou uma normal que determinará que tipo de competição cada nível de árbitro poderá ser convocado.
Confira a lista dos eventos que os árbitros podem atuar:
NACIONAL B E NACIONAL C
Campeonato Brasileiro de categorias de base
Campeonato Brasileiro Regional
NACIONAL A E ASPIRANTE FIJ
Campeonato Brasileiro Sênior
Campeonato Brasileiro Regional
Seletivas Nacionais
FIJ C
Campeonato Sul-Americano
Jogos Sul-Americano
Seletivas Nacionais
Seletivas Sul-Americanas
Seletivas Pan-Americanas
Demais competições do calendário da Confederação Sul-Americana de Judô e Confederação Brasileira de Judô
FIJ B
Copas do Mundo
Campeonatos Pan-Americanos
Jogos Pan-Americano
Jogos Sul-Americano
Seletivas olímpicas e mundiais
Grand Prix
Demais competições do calendário da Confederação Sul-Americana de Judô e Confederação Brasileira de Judô
FIJ A
Campeonatos Mundiais
Olimpíadas
Grand Slam
Demais competições do calendário da Confederação Sul-Americana de Judô e Confederação Brasileira de Judô
Arbitragem avalia positivamente seletivas
fev 10th
As seletivas nacionais sub 17 e sub 20, realizadas em Guarujá/SP e Natal/RN, marcaram o primeiro evento no país com a total utilização do novo regulamento da arbitragem. A partir do dia 1 de janeiro deste ano a Federação Internacional de Judô determinou que todo ataque direto com as mãos abaixo da linha da faixa será punido com a eliminação do atleta.
Para o diretor de arbitragem da Confederação Brasileira de Judô, José Pereira Silva, a avaliação foi positiva.
“Achei que fosse haver mais distorções na regra. Os atletas já estão conscientes do que podem, ou não, fazer e tem encarado de maneira positiva as punições”, comenta Pereira.
O diretor também destacou que o principal vencedor tem sido o judô.
“O número de ippons aumentou e temos visto diversas técnicas que estavam há algum tempo longe do tatami”.
Nova Regra do Judô em português
fev 3rd
Prezados, muito se especula de como funciona a Nova Regra do Judô e principalmente como será aplicada aqui no Brasil.
Como ainda não tivemos nenhum curso de arbitragem, para esclarecermos todas as nossas dúvidas, inicialmente eu não queria divulgar nada, até porque correria o sério risco de escrever algum equívoco.
Entretanto, independente de como as regras aplicadas aqui no Brasil tenho a certeza de que no cenário mundial não será diferente do que publicado pelo FIJ (Federação Internacional de Judô).
Em janeiro deste ano a FIJ publicou em sua página na internet www.ijf.org uma sequência de 60 vídeos explicando a nova regra. Estes vídeos, disponibilizamos aqui neste site, na página “Nova Regra 2010″ e recentemente com a colaboração do judoca Jorge Noda conseguimos publicar um vídeo compilado destes 60 exemplos de técnicas válidas e proibidas.
Agora com a colaboração do jornalista George Erwin, aluno do Projeto Budô, ao traduzir o material, disponibilizado também no site da FIJ, poderemos ter acesso ao material em português.
Clique aqui para baixar o Material Original
Clique aqui para baixar o Material em Português
Até mais pessoal.
Forte abraço a todos.
Nova Regra do Judô
jan 26th
Prezados, segue um vídeo compilado com o material disponibilizado no site da FIJ (Federação Internacional de Judô) sobre as novas regras do Judô.
Até então, para visualizarmos as técnicas que a FIJ irá considerar como válidas ou não ate 31/12/2012 tinhamos que assistir vídeo após vídeo.
Este excelente material foi produzido e cedido pelo judoca e colaborador Jorge Noda.
Na página Nova Regra 2010 deste site ainda estão disponíveis os 60 vídeos disponibilizados pela Federação Internacional de Judô
Vamos reclamar da arbitragem…
jan 24th
… é mais fácil.
Não admitir os erros e a superioridade do adversário é o mais comum, então o que resta é imputar a derrota à arbitragem. Técnicos e atletas usam e abusam deste recurso e normalmente vemos nas competições cenas deste tipo. Que pena…
Seria muito mais nobre o reconhecimento e a aceitação da derrota para um futuro crescimento, como já dizia nosso grande mestre Prof. Jigoro Kano “O judoca não se aperfeiçoa para lutar, luta para se aperfeiçoar”, ou seja, compete para alcançar o apogeu no sentido mais amplo da expressão, porque este é o nosso maior propósito. Ou não?
Desenvolvimento técnico, físico e espiritual: como alcançá-los se não assumimos nossas fraquezas? Pelos sábios, a derrota é vista como uma oportunidade para o aperfeiçoamento, pelos ignorantes, como o fim.
Curiosamente todos os que não aceitam suas derrotas, ficam pelo caminho, não chegam a lugar algum de destaque. Felizmente o oposto existe. Vejamos alguns exemplos: os campeões olímpicos Aurélio Miguel e Rogério Sampaio sempre tiveram um comportamento irrepreensível quando competiam, e hoje, como técnicos da equipe São Paulo FC Rogério Sampaio / Mizuno, demonstraram o mesmo comportamento durante o Grand Prix Nacional. Estes técnicos não tentaram influenciar a arbitragem em suas decisões, nem questionaram aquelas já tomadas.
Outros exemplos de atletas que preferiram o caminho da boa conduta, e sempre obtiveram excelentes resultados, são: Sebastian Pereira, Tiago Camilo, Flávio Canto, Edinanci Silva, Alexander Guedes e tantos outros campeões.
Alguns técnicos esquecem que também são professores (educadores). Talvez a insegurança de perder seus empregos os obrigue a se comportarem de maneira inadequada ao judô. As competições de alto nível realmente exigem resultados positivos, mas não podemos esquecer que só um é campeão. Todos os outros foram derrotados, ou seja, a porcentagem dos vencidos é esmagadoramente maior.
Outro ponto são situações constrangedoras proporcionadas por reclamações exageradas. Aqueles que estão nas arquibancadas não têm nenhum compromisso com o bom andamento do evento. Já os árbitros e oficiais de mesa fazem parte da organização e deles é exigido comportamento tranqüilo e transparente.
Vejam como são desagradáveis estas situações: fazer parte do evento, ser ultrajado, difamado e ofendido e dando como resposta apenas o silêncio. Acho que já ouvimos esta história, porém nada mudou. A quem cabe a responsabilidade de evitar tal situação? Talvez aos dirigentes, que deveriam exigir e proporcionar um ambiente tranqüilo, para que as possibilidades de equívocos sejam reduzidas. Ou não é de conhecimento de todos que o tumulto é prejudicial ao bom julgamento?
Em dezembro último, vimos durante a primeira etapa da Seletiva Olímpica o pai de um atleta, após sua segunda derrota, ofender o árbitro que atuara durante o combate. Ele disse, entre outros absurdos, que o árbitro tinha inveja de seu filho e queria “resolver o assunto lá fora”. Então quer dizer que o atleta, derrotado por wazari, foi projetado pelo árbitro? Aonde é que vamos parar?
Os aplausos são muito bem vindos ao final de cada combate, independente do resultado, pois o público vai para ver o espetáculo. Mas o que vemos são gritos que partem das arquibancadas para induzir a arbitragem, pedindo punições e pontuações, e não para orientar seus atletas. Estes, hoje dão a impressão de serem treinados para obter vitórias através de punições recebidas por seus adversários, e não pela eficiência de suas técnicas. Por exemplo, manter o adversário a qualquer custo na zona de perigo por cinco segundos, para que ele seja punido, é mais comemorado do que uma tentativa de projeção. Isto é uma inversão de valores: a vitória a qualquer custo, mesmo sem mérito. Um absurdo. Não podemos esquecer que lutamos judô em busca do ippon.
A palavra “ética” parece não existir no vocabulário de muitos, infelizmente.
O conhecimento das regras deveria ser também dos técnicos e atletas para que algumas situações fossem evitadas – alguns comentários são inadequados. É importante lembrar que todos os árbitros são professores tanto, ou até mais que os técnicos que tumultuam as competições.
Errar é inerente ao ser humano. Portanto atletas, técnicos e árbitros estão sujeitos a erros. Ainda temos na memória um ex-técnico da seleção brasileira orientando seu atleta para “segurar” o resultado. Ele errou ao achar que o judoca brasileiro estava em vantagem, fato que não ocorreu, e vimos ao final do combate a vitória do adversário.
Vejam que curioso:
“Os campeonatos promovidos pelas Federações transformaram-se em verdadeiro campo de batalha, sob uma indisciplina crescente passaram os atletas, dirigentes de clubes e alguns ‘professores’ a desrespeitar os árbitros e dirigentes. Por este motivo, muitos árbitros e dirigentes resolveram afastar-se, pois não se viam obrigados a conviver com este ambiente tão distante do Judô que eles conheceram; outros, como nós, confiantes nos bons mestres que ainda existem, resolvemos permanecer e usar todas as nossas forças para retrilhar o ‘caminho suave’ do Judô.
Como todos sabem, ou deveriam saber, o Judô teve sua origem no Jiu Jitsu, ao qual o mestre JIGORO KANO acrescentou-lhe a doutrina filosófica, razão porque passou a se chamar JU-DÔ, DÔ significa DOUTRINA. Aqueles que quiserem praticar este esporte terão que aceita-lo como ele é, como foi criado pelo seu idealizador. Os que não se adaptam, não podem lutar por modifica-lo ou alterar seus princípios básicos; terão que buscar outros esportes onde se sintam melhor, pois se permitirmos que tal aconteça, seria o retrocesso e estaríamos devolvendo o Judô ao Jiu-Jitsu, o que não pode acontecer.
JUDÔ: ame-o ou deixe-o.”
Parágrafos extraídos na íntegra do artigo “Judô e a Disciplina”, assinado pelo saudoso dirigente Sérgio Adib Bahi (REVISTA DO JUDÔ, ano 1, nº 01 – out.nov.dez/86)
Infelizmente, o Prof. Sérgio Bahi faleceu antes de ver o judô retrilhar seu caminho suave.
Prof. Luís Alberto dos Santos
Coordenador de arbitragem – Capital – FPJ


























