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Judo vs Jiu-Jitsu – Por Leonardo Lopes

abr 3, 2012   //   by Marcus   //   Artigos  //  No Comments

Saiu uma matéria na revista Tatame de Novembro/2010 (edição 177). Caso você tenha um amigo ou conhecido praticante de Ju-Jitsu ou Judo, passe adiante se achar interessante.

Em resumo, a matéria explica que o Ju-Jitsu brasileiro é na verdade a primeira versão do judo (que era chamado de Kano Ju-Jitsu), só que por dificuldades de comunicação naquela época, a notificação de atualização para a segunda versão do Kano Ju-Jitsu (passando a ser chamado oficialmente de judô à partir de 1925) chegou com bastante atraso ao Brasil (imagina alguém do Japão se corresponder com alguém em Belém-PA no ano de 1925, cidade onde o professor Mitsuyo Maeda, conhecido como Conde Koma lecionava o então Kano Ju-Jitsu, e que desde 1906 estava sem contato algum com o Kodokan). Quando isto finalmente aconteceu, as famílias Gracie e Fadda (que são as duas escolas de ju-jitsu brasileiro, a primeira, aluna direta do professor Maeda e a segunda de um aluno brasileiro do mesmo, chamado Luíz França) não adotaram o novo método, continuando com o antigo, mudando os nomes das técnicas em japonês para português e realizando (ainda nos dias de hoje) lutas de Vale-Tudo (modalidade esta que ficou proibida para judocas desde aquela época até hoje), entre outras adaptações.Esta não-adesão ao novo estilo (judô) foi positiva, pois manteve viva várias técnicas deixadas de lado pela grande maioria dos judocas. Nesta edição da revista, existe um artigo retirado de um livro escrito pelo próprio Maeda, onde o mesmo esclarece que o Ju-Jitsu ensinado por ele e o Judo são a mesma arte (página 61).

Resumindo:

· JU – JITSU = Arte Suave (a grafia ocidental “Jiu” é incorreta pois foi “abrasileirada”. Pode conferir com qualquer pessoa que fale / escreva japonês). Ocorre que na época existiam vários estilos (ou “ryus”, como chamados em japonês) de Ju-jitsu (assim como ocorre com o kung-fu até hoje por exemplo), e o Dr. Jigoro Kano conseguiu “fundir” a maioria dos estilos da época (em acordo fechado com os mestres de cada estilo) em um único método, então chamado Kano Ju-Jitsu (sistema Kano de Ju-Jitsu), ocorrendo então a fundação do instuto Kododan. Este novo sistema (Kano Ju-jitsu) foi posteriormente atualizado (conforme acima mencionado) e teve seu nome modificado para Judo. O instituto Kodokan existe até os dias de hoje, e tem sua sede em Tokyo-Japão e ainda determina as regras mundiais de conduta no judo. O praticante de Ju-jitsu é chamado de Jujitsuka.

· JU – DO = Caminho Suave. Vide comentários acima. O praticante de Judô é chamado de judoca (ou judoka).

Para quem não conhece a família Fadda do Ju-Jitsu, aqui vai uma prévia:

Oswaldo Baptista Fadda (Rio de Janeiro, 15 de janeiro de 1921 – Rio de Janeiro, 1 de abril de 2005. Foi um Grande Mestre de Ju-Jitsu, chegando ao 9º grau (faixa vermelha).

O professor Oswaldo Baptista Fadda nasceu, viveu e morreu em Bento Ribeiro. Homem humilde, conhecedor profundo do Ju jitsu e o pioneiro a levar a “arte suave” para o subúrbio carioca. Aos 17 anos, quando era fuzileiro naval da Marinha do Brasil, Oswaldo Fadda começou a treinar ju jitsu e foi o melhor pupilo do Professor Luiz França, que fez parte do pequeno grupo de alunos do Conde Koma, introdutor do ju jitsu no Brasil, em 1917, na cidade de Belém, no estado do Pará. No subúrbio em que sempre viveu, com profundo idealismo, divulgou, extraordinariamente, esta modalidade esportiva. Demonstrava, com seus alunos, as técnicas do ju jitsu nas favelas, praças públicas, praias, morros, circos, pátios de igrejas e clubes, visando a ampla expansão de sua prática possível a todos.

Outra importante atividade, da qual o Mestre Fadda foi pioneiro, era a recuperação, através do ju jitsu, de pessoas com anomalias físicas e até mentais, principalmente vítimas de paralisia infantil. Bom, com tantos trabalhos voluntários e tendo como público uma comunidade carente, não lhe restava muito capital para investir em publicidade. O máximo que ele conseguia para poder divulgar sua academia era um pequeno espaço na página de óbitos. Então a solução encontrada pelo Mestre para chamar a atenção da mídia foi a de desafiar a poderosa família dos Gracie.

Em 1954, o Mestre Fadda foi aos jornais O Globo e o Diário da Noite e declarou:

“Desejamos enfrentar os Gracie, respeitamo-los como incomparáveis adversários, porém não os tememos. Disponho de cerca de vinte alunos para os encontros”.

Atendendo as expectativas, Hélio Gracie aceitou o desafio, dizendo-se impressionado pelo cavalheirismo do desafiante e garantiu que as lutas iriam ocorrer na própria sede da academia Gracie, no centro da cidade do Rio de Janeiro. As lutas ocorreram no segundo semestre do mesmo ano, mas dessa vez os fatos foram de encontro às expectativas: a academia Fadda superou a academia dos Gracie, surpreendendo a comunidade do ju jitsu. Destaque para a finalização emplacada por José Guimarães, que deixou desacordado Leônidas, então lutador da Gracie. Ao término do desafio, a Academia Fadda ganhou expressão e notoriedade.

“ACABAMOS COM O TABÚ DOS GRACIE” disse Fadda, na época à Revista do Esporte.

Helio, impressionado com a técnica dos lutadores suburbanos, declarou que o Ju-jitsu não era exclusividade de uma família.

Fadda foi aluno de Luiz França, um dos discípulos do célebre Conde Koma, que também treinou, dentre outros, os Grandes Mestres Hélio Gracie e Carlos Gracie, maiores difusores do Ju-Jitsu no Brasil.

Em 1942 Fadda recebeu a faixa preta e começou a ensinar Ju-Jitsu, no subúrbio deBento Ribeiro, na cidade do Rio de Janeiro. Em 27 de janeiro de 1950, nesse mesmo subúrbio, Fadda fundou sua própria academia.

No ano de 1954, Fadda vai até a Academia Gracie, acompanhando de vários de seus alunos, para uma série de combates com o famoso clã do Ju-Jitsu. Dentre os combates, houve uma memorável luta entre Hélio Gracie e Oswaldo Fadda, tendo sido a primeira vez que um desafiante derrotou um dos irmãos Gracie.

É preciso existir um FADDA, para mostrar que o Ju-Jitsu não é privilégio dos Gracie.

Hélio Gracie, na Revista dos Esportes, publicada no Rio de Janeiro em 1954

Um dos grandes seguidores do mestre Fadda é o mestre Deoclecio Paulo, o saudoso mestre DEO, que foi recentemente graduado ao ultimo nível atingível aos mortais, a faixa Vermelha 9º grau.

O Início

O Grande Mestre Oswaldo Baptista Fadda nasceu no Rio de Janeiro no bairro de Bento Ribeiro e praticamente respirou ju-jitsu. Era muito conhecido também por ser um homem de família bem humilde e de um conhecimento imenso da arte do ju jitsu. Fez muitas amizades quando vivo e sendo o primeiro a iniciar suas aulas no bairro ganhou o título de pioneiro da arte no Rio e adjacências do subúrbio da Zona Oeste.

Iniciou sua jornada no ano de 1937. Somente com 17 anos de idade o nosso Fadda colocaria pela primeira vez um kimono. Como todos sabem Fadda foi aluno de Luiz França, que por sua vez foi um dos discípulos do pioneiro do ju-jitsu no Brasil, o “Conde Koma”. Depois de um ano, Luiz França já dizia que Fadda seria um aluno de grande promessa na arte do ju-jitsu no Brasil. Como poderia França estar tão certo disso? O que vemos hoje na história é a confirmação de França.

Fadda fazia várias demonstrações com seus alunos, não escolhia lugares e aonde pudesse colocar seus tatames ele estaría lá, e até muitas vezes mesmo sem tatames, no próprio chão duro de cimento ou barro.

Ajudando deficientes físicos (para quem não sabe), Fadda era envolvido em uma grande e importante atividade, que era a recuperação, através dos ensinamentos do ju-jitsu, de pessoas com problemas físicos e mentais. Naquela época ainda não tínhamos um controle da paralisia infantil e Fadda tinha vários alunos com essa doença participando de suas aulas como forma de melhorar a coordenação motora dos mesmos.

Em 1942 Luiz França resolve promover Fadda ao título de professor faixa-preta. França agora bem orgulhoso de seu aluno que seria um exemplo para muitos. Aguns anos depois Fadda teria fundado seu primeiro quartel general na cidade do Rio por volta de 1950.

Fadda derrota Hélio Gracie

Um combate não tão famoso hoje em dia,  mas no ano de 1954, O Grande Mestre Fadda lutaria com um dos seus maiores concorrentes e amigo também. Com a presença de vários de seus alunos, Fadda derrotaria um Gracie…

Dentre muitos faixas-pretas que formou, ainda hoje encontra-se na Zona Oeste do Rio de Janeiro, Wilson Pereira Mattos, mais conhecido como Mestre Wilson ou Shiran que hoje é detentor da faixa vermelha nono grau, o nível mais alto que se pode atingir hoje no ju-jitsu. Mestre Wilson possui representações em muitos lugares do Brasil e no mundo, tais como: Japão, Estados Unidos, Portugal e Austrália

Para quem não conhece, segue um resumo da vida do professor Maeda (conhecido como Conde Koma):

Conde Koma – Mitsuyo Maeda

Aproximadamente entre 1912 e 1922, veio do Japão o professor Mitsuyo Maeda, conhecido como Conde Koma, que viajou o mundo todo dando demonstrações de Judô para os ocidentais. Quando chegou ao Brasil, deu várias exibições no Rio de Janeiro e em São Paulo, sem contudo despertar maior interesse no meio esportivo. Viajou para o norte do país e fixou residência no Pará, permanecendo como instrutor de Judô e Ju-Jitsu. Ensinou a luta a uma família brasileira que melhor adquiriu os seus conhecimentos, sendo seu melhor aluno, Carlos Gracie, o fundador de Gracie Ju-Jitsu, entre outros da mesma família que com o aprendizado divulgou muito o Ju-Jitsu para todo o país.

Mitsuyo Maeda nasceu em Aomori, situada ao norte da ilha Japonesa, em 1878. Quando tinha aproximadamente 18 anos ele se mudou para Tóquio onde começou a praticar judô. Seu registro de entrada no Kodokan data de 1897. Ele possuía um talento natural para o judô e rapidamente passava de uma graduação a outra e se estabeleceu como o jovem judoca mais promissor no Kodokan.

Entrevista com Floriano de Almeida

abr 3, 2012   //   by Marcus   //   Artigos  //  No Comments

Primeiramente gostaríamos de agradecer ao professor Floriano pela paciência e oportunidade que nos foi concedida nesta entrevista.

Segue a entrevista. Apreciem sem moderação!

Equipe: Primeiramente gostaríamos de saber um pouco do seu perfil. Sua origem, conquistas, etc.
Floriano: Sou Floriano Paulo de Almeida Neto, meu primeiro professor foi Fuiyo Oide na Associação de Judô Lapa, há 42 anos, sou formado em Educação Física pela USP e especialista em treinamento esportivo. Fui várias vezes campeão Paulista e conquistei 7 títulos nacionais entre Junior, Estudantil (antigo JEB’s), Universitário, etc.

Medalha de prata no Mundial Universitário e bronze na Shorik Cup. Como técnico os títulos vem através de meus atletas, portanto, participei na conquista de medalhas em mundiais de juniores, seniores, olimpíadas, e outras em campeonatos continentais.

Trabalhei 13 anos no Projeto Futuro em São Paulo, além de clubes como Espéria, São Paulo Futebol Clube e atualmente no Minas Tênis Clube, onde conquistamos 2 títulos de Troféu Brasil e 1 título de Gran Prix nacional.

Equipe: Você foi técnico do projeto futuro correto? Fale um pouco sobre o projeto. Como era na época em que estava lá? O quanto contribuiu e ainda contribui para o judô nacional?
Floriano: O Projeto foi minha vida por 13 anos. Aprendi muito lá, foi uma universidade, com mestrado e doutorado, uma experiência realmente incrível e mágica. Eu trabalhava com pessoas especiais em busca de sonhos a se realizarem, mas eu olhava um pouco mais à frente e queria que fossem pessoas mais completas, portanto cobrava estudo, atitudes, caráter.
Posso afirmar que pela característica do projeto Futuro como começou que, o Judô de competição no Brasil pode se dividir entre antes e depois do PF, porque lá, conseguíamos manter os atletas na mão praticamente o dia todo e implantar um sistema de treinamento, com uma rotina diária de 2 sessões, onde tentei aplicar um pouco de ciência do esporte apoiando as questões técnicas. Depois disso, várias equipes começaram a reformular o método de trabalho, pois viam sair muitos campeões de lá.

Por alguns anos, a base da equipe Júnior brasileira era de lá, sempre tínhamos 5 ou 6 atletas na seleção de base. Até hoje tem atletas da seleção principal que foram do Projeto Futuro e outros que estão treinando lá, já estão ocupando as vagas de titular.

Equipe: Entendendo o judô como uma arte e como um esporte, existe diferença no conceito de ensino do judô se compararmos um judoca que treina, se forma e torna-se sensei como alguém que apenas compete judô?
Floriano: São coisas distintas, mas que por aqui ainda se misturam. O Judô é algo além da competição, é muito maior que competição. Competição é só uma das vertentes do judô.
Minha filosofia de trabalho é: através da competição, do treino para competição, trabalhar o ser humano que busca o resultado, para que ele perceba que o mais importante de tudo é o caminho que ele trilha para sua maior conquista. Através desse processo ele se torne uma pessoa melhor, não pelo resultado alcançado em si, mas sim por ter conseguido passar pelo processo todo, percorrer o caminho e ter sabido superar todas as dificuldades para atingir sua meta.

Creio que, se tiver formação acadêmica sempre vai sair na frente, se tiver sido competidor vai ter um pouco mais de vivência desse processo de superação que eu falei.
Tem pessoas que tem o dom de trabalhar com crianças, outras com adolescentes e outras ainda, com alto rendimento e todas essas pessoas serão importantes no processo de ensino/aprendizagem. Hoje acho cada vez mais difícil um atleta começar em uma academia e ir seguindo até uma medalha olímpica sem que haja outros profissionais dando suporte, interagindo, com esse atleta.

Equipe: Qual a idade ideal para início da prática? Há diferenças no caso da pergunta anterior?
Floriano: Depende de como será o início da prática. Hoje é comprovado o processo da motivação no processo ensino/aprendizagem, portanto as aulas não são mais apenas de fundamentos de Judô em si, há um método de ensino onde se utilizam processos pedagógicos multidisciplinares que fazem a criança se desenvolver de maneira mais ampla do ponto de vista corporal. O sensei de hoje tem que proporcionar à criança possibilidades de vivência motora.
Aí te respondo que a idade ideal para o início da prática está, hoje em dia, relacionada à capacidade do professor que está à frente do grupo de alunos, saber iniciar de forma correta para a faixa etária que tem na mão.

Equipe: Qual sua opinião sobre intercâmbio? Entre academias, estados, países.
Floriano: A troca de experiências e de conhecimentos só faz com as pessoas cresçam. Conhecer novas realidades e novas “verdades” é importantíssimo. Falo assim porque existem tantos “donos da verdade”, no meio do Judô, infelizmente.

Equipe: Você acha que o reconhecimento pelo que fez pelo judô veio rápido ou demorou?
Floriano: Na verdade, para ser sincero nunca pensava em reconhecimento pelo que eu fazia, eu estava tão envolvido com meus atletas que isso não me chamava a atenção. Reconhecimento não depende de nós, mas sim de quem nos reconhece ou não, o problema é deles.
Hoje sou reconhecido pelo que eu fiz, pelos resultados, mas sei que sou reconhecido pelos atletas com quem trabalhei por outros quesitos além dos resultados.
O Minas Tênis me convidou para trabalhar pelo trabalho que fazia com os garotos de 14, 15 anos, levando-os à seleção e pela postura desses atletas.

Equipe: Sabemos que você foi e ainda é técnico de grandes atletas. Para esses atletas existe treino específico? Qual seria a ‘receita’ ideal de treinamento para se tornar um campeão mundial em termos do compromisso do atleta e considerando o treino prático (lutas, entradas, musculação, uso de suplementos, alimentação, etc.) enfim, a rotina do atleta que tem como meta o título mundial/olímpico.
Floriano: Quem trabalha comigo sabe que não há treinos especiais para um ou outro. Há momentos especiais que cada um dos atletas vivem e portanto devem ser trabalhados diferente naquele momento específico. O segredo maior do meu trabalho é que eu valorizo estar todos os dias com meus atletas. É o que eu chamo de olho no olho, eu sei exatamente o que está acontecendo com eles, dentro e fora do tatami. (nem tudo, é claro! Rsrsrsrsrs)

Um campeão mundial se forma no dia a dia dele, nas 10.000 horas necessárias, segundo a neurociência, para se considerar “expertise”. Digo isso porque são tantos detalhes que te afirmo não haver receita, pois para cada medalha conquistada tem uma história por trás.
Agora te afirmo que: Determinação, compromisso e não desistir nunca são alguns dos quesitos importantes para a conquista de uma meta ou uma medalha.

Equipe: A nova regra do judô proíbe ataque as pernas do adversário salvo quando sequência, contra-golpe ou pegada cruzada. O que você acha disso? Acha que a regra foi radical?
Floriano: Na verdade tenta-se resgatar o judô mais verdadeiro, mais puro. O Judô pagou o preço de se globalizar, chegar dentro da vida de russos, brasileiros, coreanos, americanos, iranianos, etc. Portanto era natural que nesse processo sofresse influências técnicas.
Eu sempre trabalhei dentro do conceito do Judô mais puro, mais próximo da raiz dele lá no Japão. As técnicas de agarres de pernas tinham seu espaço nas competições sim, na minha opinião. Mas o que eu vejo é que os atletas perderam a essência das outras técnicas do judô, já não queriam mais aprender os fundamentos da nossa modalidade, queriam pular etapas e partir só para o agarre.
Agora, tenho que jogar a responsabilidade disso para os professores também, pois se acomodaram e passaram a fazer o aluno/atleta a pular etapas em função do resultado e pararam de ensinar Judô e partiam para ensinar só agarrar as pernas, são os professores que ensinam isso, não é verdade?

Na minha opinião devemos nos ater um pouco mais ao Judô infantil, em estudar regras adaptadas para crianças, assim como praticamente todas as modalidades já fizeram. Penso que, não se pode ter a mesma regra para um campeão olímpico e para uma criança de 9, 10 anos há de ser regulamentado em nível nacional, já que existem estados que tem regras adaptadas mas no campeonato brasileiro a regra não é adaptada.

Equipe: De acordo com a nova regra técnicas perfeitas do judô geralmente confundidas com “catadas” como kata-guruma ou morote-gari estão proibidas. O que você acha disso? Você não acha que a FIJ matou um pouco do judô clássico?
Floriano: Acho que o Judô clássico não dependia dessas técnicas apenas, mas entendo que em um primeiro momento tem que se radicalizar sim para depois se ajustar a bom termo.

Equipe: Como você avalia os recentes resultados do judô brasileiro nos campeonatos internacionais?
Floriano: O Judô brasileiro está consolidado mundialmente, os resultados são frutos de um trabalho de muitos professores que há tempos vem dando a vida pelo judô. A CBJ tem muito mérito em ter desenvolvido um sistema de departamentos que trabalham de maneira interdisciplinar que facilita atingirem resultados. Não se pode esquecer do trabalho de cada técnico, seja de clube grande ou não, que está todos os dias com seus atletas na mão e também dos clubes e que investem mensalmente nos seus atletas, para que possam ter condições de seguirem no caminho certo dentro da carreira, e das federações que fazem a interface clubes, CBJ, além de conduzir o judô nos estados.

Equipe: Temos visto que a CBJ anda investindo pesado no judô nacional com treinamentos de campo, seletivas para diversas categorias, médicos especializados como ortopedistas, fisioterapeutas e até ginecologistas, além de todo o apoio de translado, alimentação, equipamentos e etc para os atletas. Até que ponto você acha que este investimento irá gerar resultados para o judô nacional? Acha que a CBJ poderia investir em mais alguma coisa?
Floriano: O retorno é sempre positivo sim, pois cada bom resultado, repercute na comunidade do judô nacional, positivamente.
A questão de investimento é bem complexa e creio que a CBJ tem planos concretos para esses investimentos.

Floriano de Almeida.

Dia Mundial do Judo

abr 3, 2012   //   by Marcus   //   Artigos  //  No Comments

A FIJ (Federação Internacional de Judô) instituiu o Dia Mundial do Judô. O evento será comemorado sempre no dia 28 de outubro, aniversário do prof. Jigoro Kano, fundador do esporte.

Segundo a FIJ o evento servirá para que todo e qualquer judoca ao redor do mundo possa se reunir livremente e falar sobre o esporte, inclusive explicando aos não praticantes o que é o judô, quais seus benefícios, ou seja, usar este dia para promover o judô livremente.

Este primeiro evento, já tem um tema escolhido. RESPEITO.

A cerca disso, podemos conversar, ensinar, aprender, treinar etc.

A Equipe Jita Kyoei propõe uma discussão sobre o respeito no judô em suas mais diversas formas, seja o respeito de aluno para professor, de aluno para aluno, dos judocas para os não judocas, dos pais com seus filhos judocas, das autoridades do judô com os atletas, professores, diretores regionais, etc, usando o Facebook.

Clique aqui para confirmar sua presença no evento

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