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O Judô no S.E.Palmeiras – Por Edson Puglia

O texto a seguir foi enviado pelo professor Edson Puglia e publicado na integra, sem qualquer alteração.

JUDÔ É O CAMINHO PARA O MAIS EFICIENTE USO DA FORÇA FÍSICA E ESPIRITUAL.  TREINANDO ATAQUES E DEFESAS VOCÊ REFINA O CORPO, A ALMA E AJUDA A FAZER DO JUDÔ UMA ESSÊNCIA ESPIRITUAL DO NOSSO SER.  DESTE JEITO, VOCÊ ESTARÁ APTO A APERFEIÇOAR-SE E CONTRIBUIR COM ALGO PARA O MUNDO.  ESTE É O OBJETIVO FINAL PARA A DISCIPLINA DO JUDÔ. “  ( JIGORO KANO – *1860-1938)

Essa é uma das muitas frases do MESTRE JIGORO KANO que nos faz refletir e ver o quanto o Judô é especial em nossas vidas.

Meu nome é EDSON PUGLIA, sou Faixa Preta, fui atleta nas décadas de 70 e 80 da S.E.PALMEIRAS por 12 anos e do Lapa Judô Clube por 03 anos, Atleta da Seleção Paulista por 05 anos consecutivos, conquistei títulos Paulistas e Brasileiros, e tenho orgulho de fazer parte de uma época onde o Judô era extremamente técnico e ter tido a oportunidade de absorver ensinamentos de grandes Mestres como ”Fuyo Oide” (Lapa Judô Clube), “Massao Shinohara” (Seleção Paulista), “Zaque R. Nascimento”  e “Sebastião Narras” (S.E.PALMEIRAS).  Hoje sou Diretor do Depto. de Judô da S.E.PALMEIRAS ,desde 2007, tive a oportunidade de repatriar um amigo de infância,”Henrique Guimarães” que hoje é um ídolo de muitos garotos iniciantes e juntamente com outros Professores como, Zaqueu, Namie e Tadeu Uehara, vem realizando um belíssimo trabalho, haja visto os resultados da S.E.PALMEIRAS nos últimos 02 anos.
É com muito orgulho e satisfação que faço parte da Família do Judô do Estado de São Paulo, Judô esse que é a grande referência do Judô Nacional, trabalhamos com muita seriedade e dedicação todos os dias, por isso não poderia deixar de enaltecer a grandeza e o nível técnico dos 02 dias da Copa São Paulo em Praia Grande. Foram 02 dias de um calor imenso onde ficamos durante 12 horas ,Sábado e Domingo, trabalhando.  Para quem acompanha  os campeonatos e seletivas em outros Estados, sabe que o nível de organização dos eventos e do corpo de Árbitros, são incomparáveis aos da FPJ que é extremamente superior.
Foram feitos 03 comentários diretamente sobre o PALMEIRAS pelo Sr. George Erwin ,que foi extremamente infeliz em todos eles;
Primeiro diz que pediu 5 vezes p/ um técnico do Palmeiras se retirar do shyai-jô,
Quero dizer ao Sr. George  ,que, nem eu  que também atuava como Técnico ,nem  os técnicos que trabalharam os 02 dias, em nenhum momento  recebemos nenhum tipo de solicitação para nos retirarmos , mesmo porque, não houve tempo nem para almoçar, pois tínhamos 81 Atletas para acompanhar, portanto não conseguíamos sair das áreas.
Diz também que o  técnico do PALMEIRAS questionou a Arbitragem,
Quero dizer ao Sr. George, que ele se engana pela segunda vez, pois, apenas foi solicitado uma vez no Domingo por mim (Edson Puglia) a presença do coordenador de Arbitragem , o nosso querido amigo e competente  Professor Edison  Minakawa, que junto a trio de Árbitros nos ajudou em um critério de avaliação baseado nas novas regras da FIJ, situação extremamente importante para que todos saibam qual é o padrão de avaliação em algumas situações difíceis em movimentos rápidos de algumas técnicas que  geram dúvidas.  Agradeci o Professor Edison Minakawa e depois conversei com o trio de Árbitros.
Comentou a respeito de um Aleta do PALMEIRAS  que lutou com um Atleta da Vila Sônia,
Quero dizer ao Sr. George, que ele se engana pela terceira vez, os dois Atletas faziam o primeiro minuto de luta quando alguem da identificação comunicou que havia um erro na súmula, o Atleta do Vila Sônia vencia por wazari e yuko.  Enquanto resolviam o problema da chave, eu (Edson Puglia) e o técnico da Vila Sônia (Maurício Kawahara), que temos um ótimo relacionamento desde que éramos crianças (Classe MIrim), comentávamos com o trio de Arbitragem do calor e do cansaço.  Depois de alguns minutos foi resolvido o problema e os Atletas , que haviam feito 06 lutas cada,  voltaram a lutar e o Atleta da Vila Sônia venceu por ippon.  Apesar de ter sido uma bela técnica o nobre colega George poderia ter sido menos agressivo quando diz ” enterra o atleta do PALMEIRAS em um gole digno de Koga” , pois dentro da nossa filosofia do Judô nos aprendemos primeiro a respeitar…  A respeito  do golpe digno de Koga, peço ao nobre colega George que assista os DVDS do Koga com mais atenção.
Nós que trabalhamos no Judô de São Paulo devemos ter ética e principalmente respeito, mas sobretudo quero dizer ao Sr. George que está perdoado pelas suas colocações equivocadas porém peço que procure propagar as coisas boas que acontecem a todo momento no Judô de São Paulo por exemplo; Que o PALMEIRAS ficou entre os três melhores da competição com 05 medalhas de ouro, 05 de prata e 10 de bronze, que o PALMEIRAS levou 70 Atletas a primeira fase do Campeonato Paulistano no Guapira Sábado dia 10 de Abril e já classificou 52 Atletas,campeão no geral com 20 ouros,15 pratas e 17 bronzes.
Aproveito a oportunidade para parabenizar o site JUDÔ BRASIL (Sr. CUNHA), ao JITA KYOEI (Sr. MARCUS FLORA) pelo belíssimo trabalho realizado em suas matérias e coberturas.  Parabéns a FPJ pela Copa São Paulo 2010.
QUERO DIZER QUE FAZEMOS PARTE DO  ESTADO  QUE POSSUI  O JUDÔ MAIS FORTE DO BRASIL,SE NOS RESPEITARMOS MAIS E NOS UNÍRMOS,FICAREMOS AINDA MAIS FORTES.RESPEITO E HUMILDADE SÃO  FUNDAMENTAIS EM NOSSAS VIDAS.

GRATO.

EDSON PUGLIA
DIRETOR DEPTO DE JUDÔ DA S. E. PALMEIRAS

Equipe Jita Kyoei entrevista Floriano de Almeida

Prezados, bom dia.

Primeiramente gostaríamos de agradecer ao professor Floriano pela paciência e oportunidade que nos foi concedida nesta entrevista.

Segue a entrevista. Apreciem sem moderação!

Equipe: Primeiramente gostaríamos de saber um pouco do seu perfil. Sua origem, conquistas, etc.
Floriano: Sou Floriano Paulo de Almeida Neto, meu primeiro professor foi Fuiyo Oide na Associação de Judô Lapa, há 42 anos, sou formado em Educação Física pela USP e especialista em treinamento esportivo. Fui várias vezes campeão Paulista e conquistei 7 títulos nacionais entre Junior, Estudantil (antigo JEB’s), Universitário, etc.

Medalha de prata no Mundial Universitário e bronze na Shorik Cup. Como técnico os títulos vem através de meus atletas, portanto, participei na conquista de medalhas em mundiais de juniores, seniores, olimpíadas, e outras em campeonatos continentais.

Trabalhei 13 anos no Projeto Futuro em São Paulo, além de clubes como Espéria, São Paulo Futebol Clube e atualmente no Minas Tênis Clube, onde conquistamos 2 títulos de Troféu Brasil e 1 título de Gran Prix nacional.

Equipe: Você foi técnico do projeto futuro correto? Fale um pouco sobre o projeto. Como era na época em que estava lá? O quanto contribuiu e ainda contribui para o judô nacional?
Floriano: O Projeto foi minha vida por 13 anos. Aprendi muito lá, foi uma universidade, com mestrado e doutorado, uma experiência realmente incrível e mágica. Eu trabalhava com pessoas especiais em busca de sonhos a se realizarem, mas eu olhava um pouco mais à frente e queria que fossem pessoas mais completas, portanto cobrava estudo, atitudes, caráter.
Posso afirmar que pela característica do projeto Futuro como começou que, o Judô de competição no Brasil pode se dividir entre antes e depois do PF, porque lá, conseguíamos manter os atletas na mão praticamente o dia todo e implantar um sistema de treinamento, com uma rotina diária de 2 sessões, onde tentei aplicar um pouco de ciência do esporte apoiando as questões técnicas. Depois disso, várias equipes começaram a reformular o método de trabalho, pois viam sair muitos campeões de lá.

Por alguns anos, a base da equipe Júnior brasileira era de lá, sempre tínhamos 5 ou 6 atletas na seleção de base. Até hoje tem atletas da seleção principal que foram do Projeto Futuro e outros que estão treinando lá, já estão ocupando as vagas de titular.

Equipe: Entendendo o judô como uma arte e como um esporte, existe diferença no conceito de ensino do judô se compararmos um judoca que treina, se forma e torna-se sensei como alguém que apenas compete judô?
Floriano: São coisas distintas, mas que por aqui ainda se misturam. O Judô é algo além da competição, é muito maior que competição. Competição é só uma das vertentes do judô.
Minha filosofia de trabalho é: através da competição, do treino para competição, trabalhar o ser humano que busca o resultado, para que ele perceba que o mais importante de tudo é o caminho que ele trilha para sua maior conquista. Através desse processo ele se torne uma pessoa melhor, não pelo resultado alcançado em si, mas sim por ter conseguido passar pelo processo todo, percorrer o caminho e ter sabido superar todas as dificuldades para atingir sua meta.

Creio que, se tiver formação acadêmica sempre vai sair na frente, se tiver sido competidor vai ter um pouco mais de vivência desse processo de superação que eu falei.
Tem pessoas que tem o dom de trabalhar com crianças, outras com adolescentes e outras ainda, com alto rendimento e todas essas pessoas serão importantes no processo de ensino/aprendizagem. Hoje acho cada vez mais difícil um atleta começar em uma academia e ir seguindo até uma medalha olímpica sem que haja outros profissionais dando suporte, interagindo, com esse atleta.

Equipe: Qual a idade ideal para início da prática? Há diferenças no caso da pergunta anterior?
Floriano: Depende de como será o início da prática. Hoje é comprovado o processo da motivação no processo ensino/aprendizagem, portanto as aulas não são mais apenas de fundamentos de Judô em si, há um método de ensino onde se utilizam processos pedagógicos multidisciplinares que fazem a criança se desenvolver de maneira mais ampla do ponto de vista corporal. O sensei de hoje tem que proporcionar à criança possibilidades de vivência motora.
Aí te respondo que a idade ideal para o início da prática está, hoje em dia, relacionada à capacidade do professor que está à frente do grupo de alunos, saber iniciar de forma correta para a faixa etária que tem na mão.

Equipe: Qual sua opinião sobre intercâmbio? Entre academias, estados, países.
Floriano: A troca de experiências e de conhecimentos só faz com as pessoas cresçam. Conhecer novas realidades e novas “verdades” é importantíssimo. Falo assim porque existem tantos “donos da verdade”, no meio do Judô, infelizmente.

Equipe: Você acha que o reconhecimento pelo que fez pelo judô veio rápido ou demorou?
Floriano: Na verdade, para ser sincero nunca pensava em reconhecimento pelo que eu fazia, eu estava tão envolvido com meus atletas que isso não me chamava a atenção. Reconhecimento não depende de nós, mas sim de quem nos reconhece ou não, o problema é deles.
Hoje sou reconhecido pelo que eu fiz, pelos resultados, mas sei que sou reconhecido pelos atletas com quem trabalhei por outros quesitos além dos resultados.
O Minas Tênis me convidou para trabalhar pelo trabalho que fazia com os garotos de 14, 15 anos, levando-os à seleção e pela postura desses atletas.

Equipe: Sabemos que você foi e ainda é técnico de grandes atletas. Para esses atletas existe treino específico? Qual seria a ‘receita’ ideal de treinamento para se tornar um campeão mundial em termos do compromisso do atleta e considerando o treino prático (lutas, entradas, musculação, uso de suplementos, alimentação, etc.) enfim, a rotina do atleta que tem como meta o título mundial/olímpico.
Floriano: Quem trabalha comigo sabe que não há treinos especiais para um ou outro. Há momentos especiais que cada um dos atletas vivem e portanto devem ser trabalhados diferente naquele momento específico. O segredo maior do meu trabalho é que eu valorizo estar todos os dias com meus atletas. É o que eu chamo de olho no olho, eu sei exatamente o que está acontecendo com eles, dentro e fora do tatami. (nem tudo, é claro! Rsrsrsrsrs)

Um campeão mundial se forma no dia a dia dele, nas 10.000 horas necessárias, segundo a neurociência, para se considerar “expertise”. Digo isso porque são tantos detalhes que te afirmo não haver receita, pois para cada medalha conquistada tem uma história por trás.
Agora te afirmo que: Determinação, compromisso e não desistir nunca são alguns dos quesitos importantes para a conquista de uma meta ou uma medalha.

Equipe: A nova regra do judô proíbe ataque as pernas do adversário salvo quando sequência, contra-golpe ou pegada cruzada. O que você acha disso? Acha que a regra foi radical?
Floriano: Na verdade tenta-se resgatar o judô mais verdadeiro, mais puro. O Judô pagou o preço de se globalizar, chegar dentro da vida de russos, brasileiros, coreanos, americanos, iranianos, etc. Portanto era natural que nesse processo sofresse influências técnicas.
Eu sempre trabalhei dentro do conceito do Judô mais puro, mais próximo da raiz dele lá no Japão. As técnicas de agarres de pernas tinham seu espaço nas competições sim, na minha opinião. Mas o que eu vejo é que os atletas perderam a essência das outras técnicas do judô, já não queriam mais aprender os fundamentos da nossa modalidade, queriam pular etapas e partir só para o agarre.
Agora, tenho que jogar a responsabilidade disso para os professores também, pois se acomodaram e passaram a fazer o aluno/atleta a pular etapas em função do resultado e pararam de ensinar Judô e partiam para ensinar só agarrar as pernas, são os professores que ensinam isso, não é verdade?

Na minha opinião devemos nos ater um pouco mais ao Judô infantil, em estudar regras adaptadas para crianças, assim como praticamente todas as modalidades já fizeram. Penso que, não se pode ter a mesma regra para um campeão olímpico e para uma criança de 9, 10 anos há de ser regulamentado em nível nacional, já que existem estados que tem regras adaptadas mas no campeonato brasileiro a regra não é adaptada.

Equipe: De acordo com a nova regra técnicas perfeitas do judô geralmente confundidas com “catadas” como kata-guruma ou morote-gari estão proibidas. O que você acha disso? Você não acha que a FIJ matou um pouco do judô clássico?
Floriano: Acho que o Judô clássico não dependia dessas técnicas apenas, mas entendo que em um primeiro momento tem que se radicalizar sim para depois se ajustar a bom termo.

Equipe: Como você avalia os recentes resultados do judô brasileiro nos campeonatos internacionais?
Floriano: O Judô brasileiro está consolidado mundialmente, os resultados são frutos de um trabalho de muitos professores que há tempos vem dando a vida pelo judô. A CBJ tem muito mérito em ter desenvolvido um sistema de departamentos que trabalham de maneira interdisciplinar que facilita atingirem resultados. Não se pode esquecer do trabalho de cada técnico, seja de clube grande ou não, que está todos os dias com seus atletas na mão e também dos clubes e que investem mensalmente nos seus atletas, para que possam ter condições de seguirem no caminho certo dentro da carreira, e das federações que fazem a interface clubes, CBJ, além de conduzir o judô nos estados.

Equipe: Temos visto que a CBJ anda investindo pesado no judô nacional com treinamentos de campo, seletivas para diversas categorias, médicos especializados como ortopedistas, fisioterapeutas e até ginecologistas, além de todo o apoio de translado, alimentação, equipamentos e etc para os atletas. Até que ponto você acha que este investimento irá gerar resultados para o judô nacional? Acha que a CBJ poderia investir em mais alguma coisa?
Floriano: O retorno é sempre positivo sim, pois cada bom resultado, repercute na comunidade do judô nacional, positivamente.
A questão de investimento é bem complexa e creio que a CBJ tem planos concretos para esses investimentos.

Floriano de Almeida.

Luís Alberto comenta a nova regra do Judô!

Prezados, boa tarde.

Com mais esta valorosa contribuição aumentamos o quorum de postagens na categoria Entrevistas.

As perguntas desta entrevista foram elaboradas pela jornalista e judoca Sarah Mund e respondidas pelo Árbitro Continental FIJ B Luís Alberto dos Santos.

Equipe: Quais são exatamente as novas regras criadas pela FIJ?

Luís Alberto:

  • Punir com hansoku-make, as ações diretas de mão ou braço abaixo da faixa do oponente (tanto para atacar como para defender).
  • Na decisão por hantei, analisar tanto a luta do tempo normal como o golden score.
  • Dependendo do número de atletas na chave, fazer a repescagem a partir das oitavas de final.
  • Posição extremamente defensiva punir com shido.

Equipe: O que motivou a criação dessas novas regras?

Luís Alberto: Resgatar o verdadeiro judô, pois o mesmo estava sofrendo uma descaraquiterização.

Equipe: Como está sendo a adaptação dos atletas brasileiros?

Luís Alberto: Ainda num período de insegurança, muitos por reflexo ainda cometem as infrações novas.
Equipe: Qual das regras representa uma maior dificuldade de adaptação?

Luís Alberto: Nas categorias mais leves a postura extremamente defensiva e as “catadas de perna”.
Equipe: E qual delas tem criado mais polêmica? E por quê?

Luís Alberto: Justamente a que proíbe as ações diretas abaixo da faixa. Porque foi permitido por muito tempo e agora não é mais.
Equipe: Que resultados podemos esperar com as novas regras em vigor?

Luís Alberto: Com certeza uma luta mais plástica e muito mais técnica.
Equipe: O Brasil tem chances de apresentar melhores resultados internacionais com as mudanças?

Luís Alberto: Os medalhistas olímpicos Leandro Guilheiro e Tiago Camilo já estão mostrando que as mudanças das regras só vieram para contribuir com os bons resultados.

Também o campeão mundial Luciano Corrêa deve sem dúvida manter bons resultados. Todos os atletas que aprenderam “judô” e praticam “judô” vão se dar muito bem.

Equipe: O que está sendo feito para garantir que os campeonatos nacionais sigam as determinações da FIJ?

Luís Alberto: Seminários e cursos para o esclarecimento dos árbitros, atletas e técnicos.

Com uma ressalva. Nós não teremos na maioria das competições recursos tecnológicos no auxílio com imagens (duas câmeras, dois laptops e comissão de arbitragem em cada área).
Equipe: Em uma visão geral, as novas regras podem ser vistas como uma mudança benéfica para o Judô?

Luís Alberto: Sim.

Prof. Luís Alberto

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Lançamento do Livro Esportismo – Motta e Castropil

Dois profissionais de grande sucesso – os campeões de judô Rodrigo Motta, executivo e Wagner Castropil, médico – se uniram para mostrar como a prática de esporte pode ajudar num melhor desempenho profissional, seja qual for a carreira do esportista, e na melhoria da vida. A teoria elaborada por Motta e Castropil, ilustrada com inúmeros exemplos, está no livro “Esportismo – Valores do esporte para o alto desempenho pessoal e profissional”, que a Editora Gente lança em abril , com prefácio de Abílio Diniz.

A ideia da publicação surgiu da constatação de que existe um forte elo entre os aprendizados que o esporte proporciona e o sucesso profissional e pessoal de cada um. “Nossa intenção é mostrar que as qualidades advindas do esporte não ajudam apenas na vida executiva. Podem ser aplicadas nas diferentes profissões e situações de vida, como juntar dinheiro para fazer uma viagem, melhorar a relação com os filhos em casa ou lutar contra uma doença”, escrevem os autores. Eles são os próprios exemplos da relação entre a prática de esportes e o sucesso na vida.

Depois de intensa pesquisa, Motta e Castropil concluíram que os valores essenciais do esporte podem ser definidos como “atitude, visão, estratégia, execução e teamwork (trabalho em equipe)”. Assim, dividiram o livro em cinco capítulos. Cada um com explicações sobre um dos valores e enriquecido com relatos pessoais, pequenas e saborosas histórias de aplicação da experiência esportiva no dia a dia por personalidades das mais diversas áreas, incluindo, grandes atletas, como o jogador Kaká, o técnico de vôlei Bernardinho e o ex-judoca Aurélio Miguel, primeiro brasileiro a tornar-se campeão olímpico na modalidade, em 1988, nos Jogos de Seul, na Coreia do Sul.

A história da persistência de Motta na superação de um grave acidente, aos 29 anos, quando praticava judô, serve de incentivo para que o leitor avance na leitura. Com tratamentos para recuperação e depois de várias cirurgias, Rodrigo reencontrou com Wagner, antigo colega de treinos no tatame. “Por ter a atitude de não aceitar aquela situação, Rodrigo teve também disciplina para chegar ao seu objetivo, que foi voltar a andar, fazer atividade física, treinar judô, jiu-jítsu e competir”, conta Castropil.

Kaká também é citado como pessoa de atitude por ter agido de maneira ativa, se impondo metas, quando se recuperava de um acidente em um tobogã, aos 18 anos, que por pouco não deixou o campeão mundial tetraplégico. Para convencer de vez que a persistência acompanhada de atitude é fundamental, os autores lembram a lição de Thomas Edison: “O gênio é formado por 2% de inspiração e 98% de transpiração.”

No fim deste guia prático, que trata o esporte como verdadeiro agente de mudança, essencial na vida, há um complemento com uma série de perguntas e questões para ajudar o leitor a fazer uma reflexão, tomando como referência pessoas que estão à sua volta. A ideia é que o leitor possa perceber exemplos de funcionamento do modelo sobre o qual acabou de ler e transferi-los para sua vida. “Ao final da leitura, esperamos, de alguma maneira, ter sido úteis na percepção de como o esporte enriquece a vida de modo geral”, afirmam os autores.

Sobre os autores:

Rodrigo Motta tem a vida ligada ao esporte: judô, jiu-jítsu e polo aquático. No judô é faixa preta 5º DAN, tendo sido bicampeão sulamericano master, tricampeão brasileiro máster, campeão paulista máster, seis vezes campeão paulista universitário, e detém vários outros títulos. No jiu-jítsu também é faixa preta, já foi campeão mundial master e tricampeão do Internacional Máster & Sênior. Além disso, é formado em administração pública pela EAESP/FGV, pós-graduado em administração com ênfase em marketing pela FAE/CDE-PR. Possui MBA em área de concentração em varejo pela FEA/USP e é mestre em administração pela PUC-SP. É co-autor do livro Estratégias de marketing para varejo (Editora Novatec, 2007) e do livro “Trade marketing: teoria e prática para gerenciar os canais de distribuição” (Editora Campus, 2008).

Wagner Castropil integrou a Seleção Brasileira de judô de 1985 a 1992. Conquistou o tricampeonato brasileiro, Campeonato Sul-Americano e o Campeonato Pan-Americano. Fez parte da equipe olímpica que foi aos Jogos de Barcelona, na Espanha, em 1992, que trouxe para o Brasil a segunda medalha de ouro da história da modalidade, com Rogério Sampaio. Formou-se em Medicina pela USP e especializou-se em Ortopedia e Medicina Esportiva com Mestrado e Doutorado. Participou de mais duas edições de Jogos Olímpicos: em Atenas, na Grécia, em 2004, e em Pequim, na China, em 2008, como médico da Seleção. É fundador do Instituto Vita e conhecido pela grande mídia como “Doutor Olímpico”.

Clique aqui para conferir as datas do Lançamento

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Marketing Esportivo – Parte II

Prezados, bom dia.

Primeiramente me apresentando para os que ainda não me conhecem, meu nome é Marcus Vinícius Flora, sou judoca faixa preta 2º Dan e contador. Iniciei os estudos e prática do judô com o professor Tomio Oki e atualmente faço parte da Associação Projeto Budô de Artes Marciais onde treino com o sensei Vinícius Erchov.

Desde que iniciei a prática do judô, ao procurar por livros para pesquisa e estudo, sempre me deparei com uma dificuldade muito grande, pois apesar de termos obras muito boas sobre o tema, não temos quantidade. E a quantidade iria ajudar muito para compararmos opiniões, conceitos, etc.

Ao longo dos anos, percebi uma significativa melhora neste aspecto, haja visto a quantidade de livros, revistas, filmes e documentários que já existem sobre judô.

Mas o que acredito ser o ponto mais favorável para a divulgação do judô como um todo é a utilização da internet como ferramenta para este trabalho. Em meus recentes estudos, tenho observado que as grandes autoridades do judô mundial, como Kodokan, FIJ (Federação Internacional de Judô) e a maioria das Confederações Nacionais vêm utilizando cada vez mais os infinitos recursos da internet para a divulgação do Judô.

Há aqueles que preferem os livros ou até mesmo ouvir diretamente dos professores, por considerar que algo que está na internet não significa exatamente ser 100% verdade. Exemplos disto são as “famosas” enciclopédias livres. Realmente é complicado nos basearmos neste tipo de referência, uma vez que qualquer pessoa, com conhecimento ou não, pode criar “conhecimento”. Entretanto existem sim milhares de páginas na internet com excelente conteúdo.

Pensando nisso, edito o site www.jitakyoei.com.br que diariamente atualizo com notícias do judô mundial, tendo como referência sites de entidades confiáveis como FIJ, Kodokan, CBJ, Judoinfo entre outros.

Por favor, entendam que de forma alguma estou querendo dizer que o judoca deve confiar mais na internet do que nas palavras do professor. São coisas distintas. A internet serve como ótima ferramenta para a divulgação do judô. Agora a prática, o ensino, o aprendizado, isso não tem outro lugar pra aprender. É no dojô, em cima do tatami caindo e levantando.

Em breve retornarei com a 3ª e última parte deste estudo sobre Marketing Esportivo, em que citarei a utilização de mídias sociais e seus resultados.

Até breve.

Forte abraço a todos.

Marcus Vinícius Flora

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Marketing Esportivo – Parte I

Há algum tempo venho estudando bastante sobre formas de usar o Marketing Esportivo para ajudar na merecida divulgação do judô. Entretanto, percebi que inúmeras são as barreiras que temos de transpor para alcançar tal objetivo.

Um exemplo forte disso é o fato de o futebol ter abocanhado a maior “fatia do bolo”. Hoje, existem inúmeros sites, blogs e até redes sociais voltadas exclusivamente para o futebol. Qualquer site de esportes que visitemos, iremos nos deparar imediatamente com 85 a 90% de notícias sobre futebol logo na primeira página.

A grande maioria dos sites até criam links chamados “outros esportes”, onde lá misturam tudo que não é futebol.

Gostaria de deixar claro que não estou desmerecendo o futebol. É um esporte maravilhoso que merece sim muita atenção, face aos resultados obtidos.

O que estou tentando deixar claro é que podemos sim e na verdade precisamos dar mais atenção a outras modalidades, como judô, handebol, ciclismo, corrida de rua, esporte para-olímpico, entre outros.

Dediquei um tempo para fazer uma breve pesquisa e comparar dados. O judô de longe trouxe e ainda traz muito mais medalhas olímpicas do que o futebol para solo nacional. A começar pelas medalhas de ouro de Aurélio Miguel e Rogério Sampaio, enquanto que o futebol, não trouxe nenhuma. Aliás, pesquisei os sites das confederações desportivas e no site da gigante CBF sequer consta (pelo menos eu não encontrei) uma simples lista das medalhas conquistadas.

Por enquanto fico por aqui com a conclusão de que o judô merece e muito mais divulgação e mais investimento. Em breve retornarei com dados de uma pesquisa bem completa que estou fazendo.

Até mais, forte abraço a todos.

Marcus Vinícius Flora

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Nova Regra: Técnica permitida

Prezados, boa tarde.

Recentemente publicamos o post Nova Regra do Judô em Português onde com a colaboração do judoca e jornalista George Erwin, após traduzir o texto original retirado do site da FIJ (Federação Internacional de Judô), podemos visualizar a aplicabilidade da nova regra do Judô válida de 01/01/2010 a 31/12/2012.

Este texto veio nos mostrar uma alteração quanto aos vídeos disponibilizados pela FIJ, uma vez que os vídeos foram disponibilizados anteriormente a este texto.  Podemos observar em alguns vídeos que “catadas” de perna utilizadas contra pegada cruzada, (foto abaixo) estavam sendo consideradas Hansoku-Make.

De acordo com a FIJ, quando o judoca se encontra nesta situação, ele pode aplicar golpes com as mãos diretamente nas pernas do adversário. Entretanto, será punido com Hansoku-Make, caso deliberadamente se ponha nesta posição.

Clique aqui para baixar o documento original

Clique aqui para baixar o documento em português

Novas regras forçam adaptações no judô e até luta tradicional vira solução

A Federação Internacional de Judô está usando, desde o fim do ano, regras mais rígidas. Os quimonos foram regulamentados, os golpes também. Pegadas de perna, que fizeram a fama do judô do leste europeu, foram banidas. Agora, judoca que tentar um golpe colocando a mão na perna do rival é eliminado. Nada de advertência ou pontuação contra. Pegou na perna, perdeu a luta.

A decisão radical fez com que métodos de treinamentos mudassem e, atletas que antes seriam considerados favoritos, voltassem ao tatami para treinar novas técnicas. É o caso de Flávio Canto. “Não digo que terei de aprender a lutar judô de novo. Mas são mudanças muito grandes. Eu não gostei, mas essa é só minha opinião”.

Solução tradicional

Apontada como uma das grandes prejudicadas, a Geórgia, duas vezes campeã mundial por equipes (2006 e 2008), já preparou uma maneira de contra-atacar: o chidaoba. Luta nacional do país, ela é uma espécie de judô sem quimonos, em que é proibido aplicar golpes nas pernas com os braços.

“É injusto o que dizem, que o judô da Geórgia depende das catadas de perna. É claro que temos atletas muito bons que têm essa característica. Nestor Khergiani é vice-campeão olímpico e mundial e vai sofrer. Mas ele já está com 34 anos. Os mais jovens não terão problemas. O chidaoba é uma luta popular, todo geórgio pratica. E agora vai ser muito útil nessa adaptação”, diz Zura Usupashvilli, que trabalha com a confederação do país.

Outras nações, porém, já sentem a mudança. Na Rússia, a mistura entre o judô e outras lutas é comum. O maior exemplo é o sambo, que une elementos do judô e da luta greco-romana. “Por lá, os atletas do sambo vão para o judô para poder lutar nas Olimpíadas”, conta Kiko Pereira, técnico da Sogipa, do Rio Grande do Sul.

“Os países do leste europeu certamente vão sofrer. Mas é uma questão de adaptação. Já estamos sabendo de treinos em que eles treinam os mesmo golpes que antes eram feitos com catadas de perna sem pegar as pernas”, completa Pereira.

Para o treinador, observações como essa são importante. Afinal, ele será o responsável pela transição de João Derly para o “novo judô”. O gaúcho bicampeão mundial é apontado como o maior prejudicado, no Brasil, pelas mudanças. “É uma questão de talento. E o João é um atleta talentoso. Talvez demore um pouco mais, mas ele tem todas as condições de conseguir resultados expressivos novamente”, diz Kiko.

Interpretação

Apesar da mudança estar valendo desde janeiro, a interpretação da regra ainda não é uniforme. Usupashvilli acompanhou a delegação da Geórgia no Grand Slam de Paris, na semana passada, e percebeu diferenças. “Os critérios ainda são diferentes. Os juízes não tiveram um comportamento uniforme”, diz.

Por isso, os técnicos no Brasil também vão tratar de analisar o comportamento dos árbitros. “A regra é para todo mundo, mas existem diferenças de interpretação. A mesma regra pode ser aplicada mais rápida por um juiz do que por outros. Por isso mesmo, assim que meus atletas voltarem, vou conversar sobre isso, para passar o conhecimento para todos da equipe”, fala Floriano de Almeida, técnico do Minas Tênis, que trabalha com Luciano Corrêa, Érika Miranda e Ketleyn Quadros, trio da seleção.

A mudança de regras não foi uma unanimidade no judô nacional. Flávio Canto, medalhista de bronze em Atenas-2004, por exemplo, não gostou. Ele é um dos que precisará mudar seu estilo de luta para se adaptar, mas suas reclamações são bem mais amplas.

“A influência de outras lutas foi considerada negativa, mas é a evolução do esporte. Falaram que estão em busca do judô mais bonito, mas a beleza é relativa nesse caso. O surfe passou por isso. Quando uma geração chegou com os aéreos, os juízes não sabiam o que fazer. Porque, de acordo com as regras, eram as linhas mais clássicas que valiam mais pontos. Hoje, o esporte consegue englobar as duas escolas. E o judô fez o contrário. Está eliminando as influências de outras lutas. Isso pode acabar com o esporte em países como a Geórgia”, analisa o judoca, de 34 anos, em seu quinto ciclo olímpico.

Técnico da Sogipa, Kiko Pereira tem a mesma opinião. “Essas mudanças vão contra a disseminação do judô no mundo. Você está eliminando a transferência de conhecimento entre modalidades. E privilegiando técnicas que são muito mais complexas e de aprendizado mais lento. As novas regras beneficiam quem já tem o conhecimento, não quem quer aprender”.

Arbitragem avalia positivamente seletivas

As seletivas nacionais sub 17 e sub 20, realizadas em Guarujá/SP e Natal/RN, marcaram o primeiro evento no país com a total utilização do novo regulamento da arbitragem. A partir do dia 1 de janeiro deste ano a Federação Internacional de Judô determinou que todo ataque direto com as mãos abaixo da linha da faixa será punido com a eliminação do atleta.

Para o diretor de arbitragem da Confederação Brasileira de Judô, José Pereira Silva, a avaliação foi positiva.

“Achei que fosse haver mais distorções na regra. Os atletas já estão conscientes do que podem, ou não, fazer e tem encarado de maneira positiva as punições”, comenta Pereira.

O diretor também destacou que o principal vencedor tem sido o judô.

“O número de ippons aumentou e temos visto diversas técnicas que estavam há algum tempo longe do tatami”.

SporTV lança o 2º vídeo da série “Vida de Atleta” com Sarah Menezes

O SporTV levou ao ar a segunda reportagem especial sobre a carreira da bicampeã mundial Sarah Menezes. Na série “Vida de Atleta“, Sarah mostra o fã que fez uma música para ela.

Clique AQUI para ver o vídeo.

Fonte: CBJ

Correção importante

Prezados, recentemente publicamos o post: “Fisioterapia: Veja os exercícios para prevenir lesões

Com a colaboração do Professor Mario Luiz Miranda, obtivemos a seguinte correção:

“O profissional de Educação Física é o responsável em preparar o atleta para enfrentar suas necessidades atléticas esportivas, inclusive prevenindo lesões mais comuns da modalidade e o fisioterapeuta é responsável em cuidar da recuperação de lesões, após seu surgimento.

Isso é importante destacar , pois os conselhos federais de Educação Física e Fisioterapia definiram bem os papéis de cada profissional, qualquer atividade não apropriada significa exercício irregular profissional de função.”

O prof. Mario Miranda é graduado em engenharia e educação física, especialista em aprendizagem motora, membro do grupo de pesquisa e estudos sobre lutas, artes marciais e modalidades de combate da Escola de Educação física e esporte  da USP e mestrando em estudos do esporte, enfâse em lutas/judô.

A Equipe Jita Kyoei agradece o prof. Mário pela excelente colaboração.

Sarah Menezes na série Vida de Atleta do SporTV

Bicampeã mundial sub 20 e quinta colocada no Grand Slam de Paris, Sarah Menezes foi personagem de uma série de reportagens do SporTV. A séria, com o nome de “vida de atleta” busca mostrar a trajetória dos principais atletas do país. A equipe do canal foi até Teresina, no Piauí, para mostra o dia a dia da judoca.

Clique AQUI e confira

Manual contra o doping

Já está disponível a versão atualizada do manual de “Informações sobre o Uso de Medicamentos no Esporte”. A publicação contém todas as instruções referentes ao uso de substâncias consideradas proibidas pela Agência Mundial Antidoping em 2010. As informações contidas neste documento referentes à lista de substâncias e métodos proibidos são válidas até o dia 31 deste ano.

A publicação das “Informações sobre o Uso de Medicamentos no Esporte” faz parte do processo de educação e orientação aos atletas que o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) tem como meta na luta contra o doping. Este é um procedimento de extrema importância para que os desportistas que representam o Brasil em competições internacionais sejam corretamente informados sobre todos os aspectos do controle antidoping.

Além da listagem completa de todas as substâncias e medicamentos proibidos, a publicação traz dados sobre a história do doping e sua evolução, tipos de controle antidoping existentes, informações e tabelas de resultados positivos em Jogos Olímpicos, Jogos Pan-americanos e Sul-americanos, além de gráficos ilustrativos e uma exposição sobre os direitos e responsabilidades dos atletas.

Faça o download do arquivo no anexo abaixo:

Manual 2010 contra o doping

Nova Regra do Judô em português

Prezados, muito se especula de como funciona a Nova Regra do Judô e principalmente como será aplicada aqui no Brasil.

Como ainda não tivemos nenhum curso de arbitragem, para esclarecermos todas as nossas dúvidas, inicialmente eu não queria divulgar nada, até porque correria o sério risco de escrever algum equívoco.

Entretanto, independente de como as regras aplicadas aqui no Brasil tenho a certeza de que no cenário mundial não será diferente do que publicado pelo FIJ (Federação Internacional de Judô).

Em janeiro deste ano a FIJ publicou em sua página na internet www.ijf.org uma sequência de 60 vídeos explicando a nova regra. Estes vídeos, disponibilizamos aqui neste site, na página “Nova Regra 2010″ e recentemente com a colaboração do judoca Jorge Noda conseguimos publicar um vídeo compilado destes 60 exemplos de técnicas válidas e proibidas.

Agora com a colaboração do jornalista George Erwin, aluno do Projeto Budô, ao traduzir o material, disponibilizado também no site da FIJ, poderemos ter acesso ao material em português.

Clique aqui para baixar o Material Original

Clique aqui para baixar o Material em Português

Até mais pessoal.

Forte abraço a todos.

O Judô e o despertar – por Valéria Rocchetti

Não sei o quanto seria interessante falar de mim, mas acho que clarearia as mentes mais abertas para o que quero propor aqui.

O judô vem sendo meu companheiro e complemento de vida a mais de cinco anos, e toda essa bagagem que trago só está comigo até hoje por conta da minha da minha força de vontade e amor.

A primeira dificuldade que me apareceu nesse caminho, foi o tempo. Ele é muito curto quando temos muitas obrigações, e isso me trouxe uma grande decepção para comigo, por não conseguir estender o meu tempo para poder vir aqui. Ai entra a minha pessoa sendo perseverante o bastante para arranjar tempo e forças para um treino, muitas vezes puxado.

Bom, ninguém disse que iria ser fácil. E sinto que acima de tudo o meu amor me trouxe aqui, agora e de novo.

O judô começou em mim, digo em mim porque as mudanças que ele me trouxe foram mais internas do que externas, como um trabalho árduo, físico e mental que me deixava exaurida, mas ao mesmo tempo com um sentimento muito forte de bem estar comigo mesma.

Isso tudo, toda essa complexidade atrás dos treinos e da própria filosofia do Judô veio chamando minha atenção a um bom tempo, e é isso que na verdade quero compartilhar.

Vim a um tempo no Judô usando-o como uma fuga para todos os sentimentos ruins que vinha acumulando conforme os meus dias, e quis começar isso aperfeiçoando minha técnica e a técnica dos meus companheiros. Isso se deu com vontade de aprender e um esforço além do que havia planejado.

Passei por diversas fases com esse “meu amigo Judô“.

A fase de ter muita dificuldade de vir aos treinos por problemas pessoais, outras de conseguir vir apenas aos treinos, outras de treinar para competições, outras vezes para ganhar condicionamento físico, e outras vezes também, para ver as pessoas… E hoje sinto que estou acima de tudo isso (não digo na forma de estar acima de alguém, mas de ver com um olhar maior e mais profundo…).

Vi e vivi as faces do Judô como um todo. Com outras pessoas e outros olhares, como quem estava de corpo e alma, às vezes só de alma e só de corpo.

Hoje vejo o Judô como uma vida minha que só vai continuar intensa e profunda se eu continuar viva nela e me preocupando com ela. E é o que faço aqui agora.

Então queria que vocês sentissem o quanto isso é importante pra mim, e o quanto isso é importante pra vocês, cada um na sua individualidade.

Queria que vocês entendessem os reais motivos que existem por trás das palavras do Sensei e de cada ato dele…

Queria que vocês sentissem como em cada golpe, existe uma resistencia interna que não nos faz capazes de cair em um treino, em uma luta…

Queria que vocês pensassem no real motivo de quererem estar aqui agora. O que os trouxe aqui?

Peço isso porque me sinto muito triste quando vejo a falta de atenção, a falta de vontade e de força para com tudo o que nos envolve aqui. É como se inconscientemente menosprezassem toda a coisa que existe por trás dos atos aqui, das lições e do aprendizado. (Muito rico por sinal). É como se não sentissem até onde podem chegar, e acreditem, é muito mais longe do que imaginam…

Me sinto bem triste mesmo, ao ver o quanto cada um desperdiça um pouco de si mesmo, achando que não é capaz de se vencer e de ir vencendo as dificuldades que vem aparecendo a cada um…

Vejo cada um aqui com uma potencialidade muito grande, com técnica, firmeza mas uma vontade ainda muito pequena. Falta vontade de estar aqui e de dar o seu melhor.

Sei que cada um vive um momento de vida diferente, e que cada um faz o que pode. Mas será que está fazendo mesmo o que pode? Ou ainda pode mais um pouco?

Confiem na vida, e confiem em si mesmos, em tudo o que fazem e aprenderem.

Tem uma boa intenção envolvida aqui e em tudo o que digo, e principalmente no que o Sensei diz. Vocês podem ver com os nossos olhos se quiserem…

Acredito muito em cada um aqui, e os amo com todo o meu coração… Sinto que vocês podem mais se quiserem de verdade mais.

Espero de coração que essas palavras ressoem dentro de vocês, e que podemos assim, continuar nossos caminhos atuando cada vez melhor…

Espero que possamos ser mais amigos e confidentes…

Espero que confiem nos próprios passos e nas suas capacidades.

O Judô é muito vasto para quem quiser ver e sentir, mas para isso precisamos dar o primeiro passo!

Espero ver vocês crescerem muito ainda, aqui dentro e lá fora!

Bom caminho, boa sorte!

Com amor, Valéria.

Valéria Alhambra Rocchetti é atualmente faixa verde de Judô e escreve o blog www.lugardossonhosmeus.blogspot.com

Dada a Largada – por Flavio Canto

Janeiro é mês de festa pra muita gente, mas para o judô brasileiro é época de treino forte. Desde o dia 19, os 32 atletas da seleção estão concentrados em São Paulo dando início à pré-temporada com treinamentos, palestras e muito otimismo para o novo ano. A partir de abril de 2010 inicia-se a disputa visando as Olimpíadas de 2012, com os pontos disputados nas competições do calendário internacional valendo já para Londres. Estamos, portanto, num ano de extrema importância para todos que sonham com o pódio olímpico.

Durante dez dias os atletas vêm dividindo o dia em treinos de judô e palestras com os responsáveis por outras áreas da Confederação (psicologia, preparação-física, nutrição, fisioterapia e área médica). A equipe de apoio parece melhorar a cada ano.

Enquanto um grupo viaja já na semana que vem para o Grand Slam de Paris e outras duas competições, um segundo grupo estréia em abril no Pan-americano de El Salvador. A grande novidade do ano é a mudança radical de regras.

Depois de alguns meses em teste entra em vigor oficialmente a regra que proíbe catadas de perna, a não ser em contra-golpes ou sequência de golpes. O que isso significa na prática ainda é uma incógnita. Será que os especialistas nesse tipo de ataque conseguirão se manter no alto nível? Será que os judocas com estilo clássico vão `passear` nas competições? Essas são as perguntas que só teremos respostas consistentes no final desse ano. Aguardemos…

Fonte: Sensei SporTV

CBJ investe na prevenção ao doping

O ano de 2010 será marcado no judô também como um ano de maior investimento no controle e prevenção do doping. Seguindo uma tendência mundial em prol do esporte limpo, a Confederação Brasileira de Judô, por iniciativa própria, fará exames fora de competição durante todos os treinamentos da seleção brasileira no país.

Além disso, palestras de esclarecimento – como a ministrada por Alexandre Velly, membro da comissão anti-doping em Jogos Olímpicos desde Barcelona 92, durante o treinamento de campo em SP – acontecerão com freqüência e atingirão os diversos níveis de seleções.

“Queremos, no mínimo, evitar casos por desconhecimento ou contaminação”, diz Velly.

No site, será criado uma área dedicada ao assunto, apresentando a Cartilha da WADA-AMA (Agência Mundial Antidoping) e esclarecendo as principais dúvidas dos atletas. Está em estudo a realização do controle de substâncias proibidas em competições nacionais e regionais.

“O judô é um esporte limpo por natureza e é isso que queremos promover no Brasil. Judô é sinônimo de educação e saúde e entramos nessa campanha com força para que, nos Jogos do Rio 2016, continuemos brilhando apenas com o talento de nossos judocas”, afirma o presidente da CBJ, Paulo Wanderley Teixeira, lembrando que cada teste efetuado em laboratórios credenciados gira em torno de R$ 1,5 mil.

Conheça o site da WADA www.wada-ama.org ou baixe aqui a lista de substâncias proibidas.

Judô realiza maior treinamento de campo com a seleção brasileira

Os números são dignos da força da seleção brasileira nos tatamis. Para fazer jus às 15 medalhas olímpicas e 19 em Campeonatos Mundiais sênior e preparar a equipe para o novo Ciclo Olímpico até Londres 2012, a Confederação Brasileira de Judô promove, em São Paulo, o maior treinamento de campo de todos os tempos do judô nacional. Em 10 dias de concentração, 32 atletas e 15 membros da comissão técnica participaram de cerca de 20 horas de palestras, 10 horas de avaliações médicas e físicas e, claro, cerca de 30 horas de quimono aprimorando a técnica. O investimento chegou a R$ 120 mil.

“Hoje o judô é profissional e engloba diversas áreas do conhecimento. Proporcionamos o melhor à nossa equipe porque queremos que eles nos dêem o melhor também”, diz o presidente da CBJ, Paulo Wanderley Teixeira, que se reuniu com os atletas pessoalmente para apresentar o plano de investimento na equipe principal e base, que chega a 70% do orçamento da entidade.

“Sem dúvida esse é o maior treinamento da história da seleção brasileira. Não deixamos nada a dever a países como Japão e França, expoentes do judô mundial”, avalia o coordenador técnico da seleção brasileira, Ney Wilson, que apresentou aos atletas, seus clubes e federações um detalhado projeto de eventos para 2010, incluindo a escalação da equipe para cada competição.

Duas novidades se destacam na equipe multidisciplinar à disposição dos atletas 24h por dia: a presença do psicólogo Erick Conde e da ginecologista Tatiana Parmigiano, responsável pela inédita área de medicina da mulher.

“Estamos dando uma especial atenção à área de saúde, separando o masculino do feminino e promovendo atendimentos exclusivos de acordo com a realidade de cada atleta. Todos os 32 judocas passaram por avaliações ortopédicas e clínicas nesse período”, diz o chefe do departamento médico da CBJ, Breno Schor.

Mais do que tratar lesões, um dos principais objetivos é evitar que elas ocorram. Para tanto, os fisioterapeutas Fabio Minutti e Roberta Mattar elaboraram uma cartilha com exercícios de prevenção de lesão a ser distribuída para todos os atletas da equipe.

“Com essa iniciativa acreditamos que o número de casos diminua”, afirma Minutti.

Ao lado do preparador físico Marcos Albuquerque, a nutricionista Roberta Lima cuida para que o peso dos atletas esteja em dia, sem prejuízo da performance física.  Com pesagens diárias, os atletas devem se apresentar até 5% acima do peso da categoria a cada manhã, sendo que o primeiro grupo (que viaja no próximo dia 3 de fevereiro para competir na Europa) já deve estar apenas a 3% do peso.

“Trabalhamos para evitar práticas erradas de perda de peso e conscientizamos os atletas, especialmente os mais jovens, sobre a importância de uma boa alimentação”, comenta Roberta Lima.

Os judocas brasileiros também ouviram palestras sobre doping, com o professor Alexandre Velly, membro da comissão anti doping desde os Jogos Olímpicos de Barcelona 92. Durante duas horas, Velly apresentou as normas da Agência Mundial Anti Doping, os direitos e deveres dos atletas. Por iniciativa da CBJ, durante o treinamento, foram feitos exames fora de competição em atletas sorteados do masculino e do feminino, prática que se repetirá em todos os treinamentos oficiais da equipe no Brasil sob comando da CBJ.

“Um dos maiores problemas é a falta de conhecimento e com esse encontro queremos evitar, no mínimo, casos por contaminação ou desconhecimento”, diz Velly.

Os atletas aprovam a iniciativa da Confederação e já esperam colher frutos.

“O investimento da CBJ na seleção principal e na base é muito importante. Principalmente para os mais jovens, que olham para cima e vêem o estágio onde querem chegar. A CBJ tem investido bastante na gente e não é de hoje. O problema é que antigamente, quando voltávamos para os clubes, cada um fazia o seu trabalho. Hoje há uma preocupação grande com o intercâmbio de informações e isso é muito proveitoso.  Todo mundo vai sair ganhando”, acredita o campeão mundial de 2007 e duas vezes medalhista olímpico Tiago Camilo, da categoria médio.

Na agenda da concentração houve espaço também para palestras de estratégia de luta com Leonardo Mataruna e relacionamento com a imprensa com Manoela Penna, além de encontros com o coordenador de marketing da CBJ, Maurício Santos. Além Amadeu de Moura Jr, recém chegado de longo período como técnico da equipe olímpica do México, para reforçar a equipe técnica da CBJ.

Os treinos da seleção contaram com a presença de cerca de 200 atletas vindos de diversos estados para colaborar com os trabalhos da equipe principal e aproveitar a oportunidade para ver os principais judocas do país em ação. Além dos atletas olímpicos, a equipe paraolímpica também dividiu o tatami com a seleção, já que judocas como o tetracampeão paraolímpico Antônio Tenório se preparam para o Mundial da categoria, em março, na Turquia

Fonte: CBJ